Saiba quais linhas de crédito rural tiveram as operações suspensas pelo BNDES

Foto: Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu temporariamente os pedidos de financiamento de algumas operações de crédito rural de investimento para o ano agrícola 2022/2023. O comunicado foi feito às instituições financeiras que operam com os recursos do banco.

De acordo com o aviso do banco de fomento, divulgado em seu site, estão suspensos novos pedidos de financiamento, “em razão do nível de comprometimento dos recursos”, das seguintes linhas:

Programa de Crédito Agropecuário Empresarial de Investimento;

Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Programa ABC+), exclusivamente para as linhas ABC+ Recuperação, ABC+ Orgânico, ABC+ Plantio Direto, ABC+ Integração, ABC+ Florestas, ABC+ Manejo de Resíduos, ABC+ Dendê, ABC+ Bioinsumos e ABC+ Manejo dos Solos;

Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), exclusivamente na linha destinada a operações com taxa de juros prefixada de até 8,5% ao ano;

Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (Proirriga);

Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro Giro).

No ano-safra passado, várias linhas de crédito rural do BNDES também foram sendo suspensas por causa do esgotamento de recursos. Agora, menos de um mês após o início oficial do Plano Safra 2022/23 (1º de julho), o BNDES retomou as suspensões pelo mesmo motivo.

No total, o governo federal ofereceu R$ 340,88 bilhões em crédito rural para o atual ciclo, montante 36% superior ao destinado na safra passada. Do total de recursos, R$ 246,28 bilhões foram destinados ao custeio e comercialização, alta de 39% em relação ao ano anterior. Outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos (+29%).

Metodologia do Tesouro Nacional

Em nota, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) diz que a suspensão adotada está em consonância com metodologia utilizada pelo Tesouro Nacional para o pagamento de equalização de taxas de juros. Conforme a metodologia, a média dos saldos diários, do saldo devedor vincendo dos financiamentos, não pode exceder o limite de recursos equalizáveis disponibilizados para o BNDES.

A SPA lembra que esse tipo de interrupção ocorreu na safra passada, o que revela uma demanda aquecida, e os pedidos de financiamento foram retomados logo em seguida pelo banco.

Desta forma, os recursos suspensos totalizam R$ 1,5 bilhão do total dos R$ 19,8 bilhões disponibilizados para o BNDES, ou seja, não há esgotamento dos recursos. Essa suspensão poderá ser revista pelo banco a medida que os cálculos futuros apontem que os limites equalizáveis não foram ultrapassados.

O Mapa sublinha ainda que o Plano Safra 2022/23 disponibilizou para esta temporada R$ 115 bilhões com fontes equalizáveis, dos quais o BNDES responde por 17,2%. Os recursos a juros controlados somam R$ 195,7 bilhões.

*Da redação, com informações do Broadcast e do Mapa

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