Nova tese sobre as florestas

Gil Reis*
Milhares de artigos científicos e teses sobre o aquecimento global e captura de CO2 têm sido publicados no mundo inteiro. Muitos pecam por uma omissão brutal. Falam sobre preservação das florestas tropicais sem entrar no cerne da questão, ou seja, estudá-las com profundidade, mas uma luz se acende no fim do túnel: um artigo publicado por um brasileiro, Clímaco Cezar de Souza, que estuda, desnuda e esmiúça o assunto. Ele chama a atenção do mundo sobre os benefícios árvores jovens em contrapartida aos malefícios das adultas.
MBA pela USP-ESALQ, veterinário e técnico agrícola, Clímaco tem 14 livros publicados sobre as cadeias do agronegócio. Também é autor de centenas de artigos – em português, inglês e francês – veiculados em sites, revistas e jornais no Brasil e no exterior. Transcrevo trechos do seu mais recente artigo, intitulado “Manter arvores adultas é esperteza ou crime socioambiental?”:
“Incialmente, cito que muito me impressionam as imensas dificuldades de se acharem pesquisas comparadas e nos mesmos locais e fontes no Brasil – mesmo que simples e até pouco confiáveis – acerca das eficiências fotossintéticas das arvores adultas, das arvores novas em substituição e dos principais cultivos, inclusive florestais mais de cana, café, milho, e outras fundamentais. A surpresa maior é por sermos um País considerado como modelo mundial de pesquisa agrícola (ou mesmo das eficácias na produção anual de biomassas por hectare/ano, o que seria um bom indicio comparativo de efetivos sequestros de carbono e da produção de oxigênio pelas plantas). No exterior, como visto abaixo, eles são ofertados e publicados aos montes e com acesso total e livre.
Cientificamente, sabe-se que ‘a eficiência da conversão de luz solar em biomassa, que pode ser observada em culturas a granel é geralmente muito menor (de 35% a 80%), porque as perdas de energia ocorrem em várias etapas durante a conversão de dióxido de carbono em carbono orgânico (e outros do CHON) impulsionada pela luz’. Assim, ‘tanto a fotossíntese quanto os sistemas fotovoltaicos absorvem luz de alta energia, mas as plantas são quase 100% eficientes na absorção de luz do espectro visível – a faixa de cores do vermelho ao azul (bem ao contrário da solar fotovoltaica com absorção real de somente de 15% a 20%, e mesmo das capturas heliotérmicas solares)’.
Tecnicamente: ‘além das arvores adultas, das em crescimento e dos cultivos e extrativismos, a biomassa inclui madeira e culturas alimentares como cana-de-açúcar e milho, e também subprodutos, como resíduos agrícolas – por exemplo, palha de milho (palha) e casca de arroz – e diversos tipos de lixos mais de resíduos alimentares, como óleo vegetal reciclado de processos de cozimento. Como a biomassa vem principalmente de plantas e de vegetação que crescem de forma natural e cumulativamente, ela – inclusive seus resíduos mais de seus lixos urbanos e rurais, inclusive fezes, e sobras de cultivos e de processamentos de madeiras, extrativismos, alimentos etc. – também é um recurso renovável ou, melhor, pode até ser sustentável, desde que não lance, ou somente relance um mínimo bem pesquisado/autorizado de CO2 e de outros gases, ‘boa parte já comprovadamente capturados e em maiores níveis, quando dos crescimentos – em formas fotossintéticas positivas; vide a seguir – de seus cultivos bases/primários’.
Embora fundamental para o ser humano mais para os biomas, biotas, sobretudo para as florestas, cultivos, extrativismos, solos, subsolo, demais energias etc., e o meio ambiente como todo, a energia solar, as vezes – não cientificamente – ainda é muito mal compreendida e até mau utilizada ou segue muito para proveitos de alguns falsos protetores ambientais e pouco, ou nada, para projetos socioambientais ou energéticos/desenvolvimentistas reais.
Por exemplo, a meu humilde ver, há frequentes atos, consagrados como certos, mas que se tornam até verdadeiros crimes ambientais, como impedir/dificultar/negar/combater os sagrados e antigos fenômenos físico-químicos solares intensivos das fotossínteses, bem maiores em arvores novas e rápidas. Sabe-se cientificamente, que há muitos impeditivos nas arvores adultas – vivas ou mortas – da intensiva e fundamental fotossíntese, tanto pelos não acessos solares das arvores em crescimentos abaixo e de outras plantas menores; a maioria nos 2º e 3º andares abaixo, como também por impedir os acessos das chuvas até elas e ainda pelos intensos sombreamentos, que somente muito favorecem as ervas daninhas e/ou competidoras das possíveis arvores possíveis substitutas, naturais, da mesma espécie.
Verdades que tal substituição lenta e natural das arvores gigantes pelas novas – ou mesmo suas manutenções por muitos anos até que um raio e/ou um incêndio as dizimem – ocorre de forma natural há milhões de anos, mas também é bom lembrar que antes não havia esta nossas atuais sociedade consumistas mais industrial e petrolífera/plastificadora e mineradora para lançar muito mais carbono e outros gases na atmosfera.
Assim, a meu ver, tais soluções ambientais já não podem mais depender apenas das lentíssimas mudanças naturais em curso e, pelos bem dos homens, animais, plantas, biomas, biotas – mais dos empregos, rendas, arrecadações e desenvolvimentos humanos locais-regionais, também energéticos/confortos/boas alimentações e moradias sem riscos etc. – o homem cientifico real e atual tem que criar e implementar novos métodos e novas formas bem mais rápidas e bem mais eficientes reais para acelerar tais bem maiores capturas de CO2 e outros gases atmosféricos, senão seria uma grande irresponsabilidade perante quem nos deu tanta inteligência para tanto (também bem melhor estocando tais Co2 das arvores novas e outros cultivos, rápidos, na forma de moveis e de materiais de construção, tudo para reduzir suas queimas e/ou relançamentos, como muito ocorre pelas arvores adultas).
A clorofila-cloroplastos é ‘o pigmento responsável por captar a luz e garantir que organismos fotossintetizantes consigam produzir seu alimento por meio do processo da fotossíntese’. ‘Muitas vezes, é usado uma constante para descrever essa capacidade (0,83-0,85), o que significa que se a folha absorve entre 83% a 85% da luz incidente e a luz verde, ela é uma importante fonte de fixação de carbono no seu interior’.
Também, como possíveis provas iniciais de campo, em contrário, de que manter arvores adultas pode ser um grande erro ou um grande crime sócio-ambiental e continuado, o que já mostra seus efeitos maléficos, agora, apresento-vos alguns dados do corajoso site mundial Mongabay (com dados de pesquisadores corajosos da região Bragantina do nosso Estado do PA) que a taxa de fotossíntese real (clorofila-cloroplastos) chega a ser até 11 vezes maior nas arvores novas quando comparada com as pelas arvores adultas.
Bem melhor – e mais durável e com bem menores riscos – seria se todo o CO2 florestal fosse realmente estocado e de forma simples, barata e lucrativa em moveis e/ou em materiais de construção, como já dito, ou em singás energético/armazenável e produzindo muito mais empregos, desenvolvimentos e arrecadações locais/regionais e ainda NÃO CORRENDO riscos de incêndios florestais por raios, pequenas queimadas por coivaras apenas para cultivos de subsistências alimentar local e por outras causas.”
Diante do que escreveu Clímaco Cezar de Souza no artigo acima, não me alongarei. Apenas repetirei o que disse Stephen Hawking – “O grande inimigo do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão de ter conhecimento.”
*Consultor em Agronegócio
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

