Agropecuária

Exportações do agro em fevereiro somam US$ 9,9 bi; no 1º bimestre, alcançam recorde de US$ 20,1 bi

Foto: Pixabay License

O valor exportado pelo agronegócio brasileiro alcançou US$ 9,9 bilhões em fevereiro, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo os dados divulgados pelo Mapa nesta terça-feira (14), houve redução de cerca de 12% na quantidade embarcada e aumento de quase 7% nos preços vendidos para o exterior. Os maiores destaques das vendas externas no mês passado foram milho, celulose, farelo e óleo de soja e carne de frango.

De acordo com o Mapa, o recuo nas exportações ocorreu devido à diminuição dos volumes exportados de soja em grãos. Isso ocorreu por causa do atraso na colheita, embora a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estime uma produção recorde de 151,4 milhões de toneladas na safra 2022/2023.

Açúcar e trigo também apresentaram queda nas vendas externas. Houve menor disponibilidade interna para exportação, por causa das preocupações com a safra argentina, no caso do trigo, e diminuição na moagem de cana-de-açúcar por questões climáticas.

A carne bovina também teve desempenho desfavorável devido à redução internacional do preço e ao volume exportado. Uma das razões para a queda na quantidade foi o caso atípico da doença do “mal da vaca louca –encefalopatia espongiforme bovina (EEB) – detectado no Pará e comunicado, em 22 de fevereiro, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Isso fez o Brasil suspender temporariamente as exportações para a China a partir de 23 de fevereiro.

No primeiro bimestre (janeiro-fevereiro), as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram recorde para o primeiro bimestre: US$ 20,1 bilhões. Destaque para as exportações recordes de farelo e óleo de soja, carnes de frango e suína, milho e celulose.

Milho

Os embarques brasileiros de milho totalizaram mais de 2 milhões de toneladas, com divisas de US$ 689 milhões. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, o desempenho favorável do cereal deve-se à baixa oferta internacional e à alta produção nacional do grão na atual safra.

No último levantamento da Conab, a estimativa de colheita foi de cerca de 125 milhões de toneladas de milho. Com isso, o Brasil deverá ser o maior exportador mundial de milho na temporada.

Os principais importadores do grão em fevereiro foram Japão, Coreia do Sul, Colômbia, Argélia e Vietnã.

Celulose

As vendas externas de celulose bateram recorde de valor e volume para os meses de fevereiro, atingindo US$ 766 e 1,6 milhão de toneladas, respectivamente. Os países mais industrializados do mundo são os maiores demandantes da celulose brasileira: China, União Europeia e Estados Unidos.

Farelo e óleo de soja

As vendas externas do farelo de soja, produto do complexo soja, atingiram US$ 710 milhões, devido à elevação do preço médio de exportação, que subiu 23%. Os principais importadores foram Tailândia, Países Baixos, Polônia, França e Indonésia.

Ainda no complexo soja, o óleo de soja teve desempenho recorde em faturamento e no volume para os meses de fevereiro, chegando a US$ 268 milhões, apesar da queda de cerca de 16,8% no preço médio de exportação. Índia e Bangladesh impulsionaram as vendas e importaram 33% (73 mil toneladas) e 25% (57 mil toneladas), respectivamente, de todo o volume exportado.

Carne de frango

Já a carne de frango teve recorde para os meses de fevereiro, com registro de 372 mil toneladas e US$ 726 milhões. Conforme a SCRI/Mapa, o Brasil, por não ter registro de casos de gripe aviária, consegue obter recordes nos embarques dessa proteína, diante do cenário mundial. Os principais compradores foram China, Arábia Saudita, Japão e Emirados Árabes Unidos.

Da redação, com Mapa

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