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Sistema de livre iniciativa em risco

Gil Reis*

Os terroristas climáticos, seguindo a cartilha elaborada pelo Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC) da poderosa ONU, começam a pregar o desmonte da livre iniciativa e o fim do capitalismo para salvar o planeta. É impressionante como não se preocupam com a sobrevivência dos seres humanos e não reconhecem a evolução da humanidade. São verdadeiros profetas do armagedom que pretendem antecipar.

O site The Daily Signal publicou, em 18/10/2018, a matéria “Os alarmistas do clima admitem: desejam desmontar o sistema de livre iniciativa. Os esforços internacionais para combater as mudanças climáticas, até então, só resultaram em desperdício de dinheiro, e atingiram um impacto desprezível no clima”, assinada por Nicolas Loris, economista especializado em energia e assuntos relativos a meio ambiente e regulação, como pesquisador da Heritage Foundation, que transcrevo.

“Claro, a solução é jogar por terra todo o sistema global de livre iniciativa que foi o responsável pelo progresso da humanidade e por trazer a prosperidade a bilhões de pessoas.

Mas não acredite nisso só porque sou eu quem estou dizendo. Um colaborador do site eco-friendly Grist tuitou que ‘Os principais cientistas do mundo acabaram de oferecer uma fundamentação sólida para desmantelar sistematicamente o capitalismo como uma necessidade fundamental para manter a civilização e um planeta habitável’. E o próprio relatório do IPCC afirma que ‘não existe nenhum precedente histórico registrado’ para a transformação (leia-se ‘desdesenvolvimento’) necessária para frear o aquecimento global.

Uma reportagem da Associated Press disse: ‘Uma alta autoridade ambiental da ONU diz que países inteiros poderiam sumir do mapa pelo aumento do nível do mar se a tendência de aquecimento global não for revertida até o ano 2000. Enchentes nos litorais e quebra de safras criariam um êxodo de ‘ecorrefugiados’, com a ameaça de um caos político, disse Noel Brown, diretor do escritório nova-iorquino do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas. Ele disse que os governos têm uma janela de oportunidade de dez anos para resolver o efeito estufa antes que ele escape completamente do controle humano’.

Ano 2000? Opa, espere um pouco! O texto é de 30 de junho de 1989.

O atual modelo de desenvolvimento econômico é predominante por alguns motivos bem convincentes. As pessoas que trocam livremente ideias e produtos, que estão protegidas da coerção governamental e que, graças ao império da lei, têm seu direito à propriedade bem definido e protegido têm se virado muito bem, obrigado. Mercados de energia livres e competitivos geram inovação e permitem que as famílias e negócios tenham acesso a energia barata e confiável, ainda por cima levando a um meio ambiente mais limpo.

Na contramão desse processo, os esforços internacionais para combater as mudanças climáticas são uma completa zona que tiveram como resultado o desperdício do dinheiro do contribuinte, energia mais cara e subsídios para as fontes de energia e tecnologias favoritas dos burocratas – tudo isso para atingir um impacto desprezível no clima.

80% de toda a energia consumida pelos norte-americanos vem de fontes convencionais, como carvão, óleo e gás natural. Cerca de 80% de toda a energia de que o mundo precisa é fornecida por esses recursos naturais, que emitem dióxido de carbono quando são queimados. Sobretaxar o CO2 vai elevar diretamente o custo da eletricidade, da gasolina, do diesel e do óleo usado para aquecimento de casas e edifícios. Mas a facada não termina aí.

Quando consideramos o impacto de uma ‘taxa de carbono’ nos indivíduos, não podemos esquecer que o carbono é parte imprescindível da vida. A energia é componente necessário para praticamente todos os bens e serviços que consumimos, então os americanos pagariam mais pela comida, pela saúde, pela educação, pelas roupas e pelo que mais você imaginar.

O mais recente relatório do IPCC sugere algumas políticas que seriam economicamente catastróficas. Um exemplo é implantar até 2030 um imposto sobre o carbono que fique entre US$ 135 e US$ 5,5 mil. Esse último valor equivale uma taxa de US$ 50 por galão (quase 3,8 litros) de gasolina. Uma cobrança dessas levaria famílias e negócios à falência, jogando o mundo em um desespero econômico.

Também é importante lembrar que uma política extrema para o clima desviaria recursos que poderiam ser usados para resolver graves problemas ambientais, como investir em infraestrutura forte o suficiente para nos proteger de desastres naturais; ou desenvolver tecnologias inovadoras para melhorar a qualidade da água e do ar.

O custo vale a pena? Afinal de contas, ter dinheiro, saúde e energia barata de nada adianta se as pessoas não tiverem um planeta onde viver. O IPCC estima que o clima poderia nos custar US$ 54 trilhões se nada for feito. Mas há alguma novidade na literatura científica nos mostrando que o apocalipse climático está próximo?

Não, de acordo com a climatologista Judith Curry, que já chefiou a Escola de Ciências Atmosféricas e da Terra no Instituto de Tecnologia da Geórgia. Ela garante que a principal conclusão do relatório do IPCC é a de que ‘as coisas seriam um pouco melhores com 1,5 grau em comparação com um aumento de 2 graus’. Além disso, ela afirma que ‘nas áreas terrestres, já passamos aquele limite de 1,5 grau se considerarmos as medições de 1890. As temperaturas em 1820 eram mais de dois graus inferiores. Houve uma boa dose de variação natural nas temperaturas até 1975, quando o aquecimento global causado pelo homem começou a fazer alguma diferença”.

Em um texto na Forbes, Michael Shellenberger registra o preconceito histórico do IPCC contra a energia nuclear. O relatório, de forma descarada, apoia a ampliação das fontes solar e eólica, e sugere mudanças de estilo de vida para reduzir nossa pegada de carbono, como adotar a lavagem a seco, comer menos carne vermelha e ir ao trabalho de bicicleta.

Independentemente da causa, há, sim, desafios inquestionáveis trazidos por um clima em mudança”

Apesar da matéria ter sido publicada em 2018 continua bem atual. Os esforços dos ambientalista acólitos do IPCC da ONU continuam na direção de sabotar qualquer tipo de evolução usando o clima e o aquecimento global como argumento. Pregam e trabalham pela “involução” da humanidade nos levando de volta ao século XVII.

Nicolas Loris deixa bem claro no texto que os ‘recursos que poderiam ser usados para resolver graves problemas ambientais, como investir em infraestrutura forte o suficiente para nos proteger de desastres naturais; ou desenvolver tecnologias inovadoras para melhorar a qualidade da água e do ar’ ou seja prega a adaptação dos seres humanos às mudanças climáticas utilizando a tecnologia e conhecimentos científicos existentes hoje como forma de enfrentamento das crueldades climáticas.

“Quando termina a vida útil de uma central fotovoltaica, que ocupou uma enorme quantidade de terreno, seja ele qual for, que acabou com a agricultura, nem sequer planeamos quem tem a responsabilidade de desmontá-la e como ficam os metais. Mas é claro que são energias limpas. Porque? Porque alguém sacramentou que está limpo. Limpo, limpo, limpo, não há nada.” – Felipe Gonzalez.

*Consultor em Agronegócio

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

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