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O nosso planeta

Gil Reis*

Vivemos em uma época na qual o planeta terra está, como se diz, “na crista da onda”. Nós os habitantes de um território que representa apenas 6% da superfície do planeta e ocupamos apenas a metade que dividimos com as nossas culturas que produzem os alimentos que dão sustentação à nossa vida e a grande maioria que não possui a mínima ideia sobre a constituição do nosso planetinha, mesmo assim se atreve a falar sobre ele, alegando que estamos destruindo-o.

Somos meros liliputianos que vivem neste planeta que comparado conosco é um gigante que permite a nossa sobrevivência em 6% da sua área e alguns sábios dizem que estes habitantes de Lilipute, uma referência a um dos reinos fictícios do livro “As Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift, podem alterar o clima do gigante quando muito, admito, podemos sim alterar o microclima das nossas regiões.

Vamos conhecer um pouco melhor o nosso planeta com Vinícius Marques Professor de Geografia que publicou, no site Toda Matéria, o artigo “Placas Tectônicas”, que transcrevo trechos.

“As placas tectônicas são pedaços da crosta terrestre (litosfera) que flutuam sobre o magma. É acima destas placas que estão localizados os continentes e oceanos. A camada da superfície terrestre é constituída por sete principais placas rochosas rígidas que se movimentam e se encaixam como peças de um quebra-cabeça. O movimento dessas placas pode ser convergente, quando se movem uma contra a outra; divergente, quando se afastam ou transformante, quando se movem vertical ou paralelamente. Os movimentos das placas são responsáveis pelos vulcões, terremotos e tsunamis. Assim como a formação dos continentes e mares, formação de cadeias de montanhas e de toda a paisagem que se situa sobre essas placas tectônicas.

Os movimentos das placas tectônicas são responsáveis por uma série de acidentes geográficos, tais como: vulcões, terremotos e tsunamis. O movimento das placas também foi o responsável pela formação dos continentes e a definição do mapa da Terra, tal como se conhece. Alguns indícios como a semelhança entre as costas atlânticas do continente africano e sul-americano e fósseis de diversas espécies comuns de ambos os lados levam a crer que o planeta já foi formado por um único continente, chamado de Pangeia, há cerca de 225 milhões de anos.  Os movimentos das placas tectônicas podem ser observados através de seus limites e são classificados como:

Divergentes (que definem a zona de construção da crosta), Convergentes (definidas na zona de destruição da crosta) e Conservativos (onde estão as falhas transformantes). Movimentos divergentes das placas tectônicas ocorre quando as placas se afastam uma das outras, provocando o “nascimento” de uma nova crosta oceânica. O movimento é traçado no sentido horizontal. Esse limite é definido em três estágios, sendo o primeiro a abertura de uma fenda que ocorre com a fratura da crosta, a invasão da água e formação de lagos salinos. Nesta fase, há intensa atividade vulcânica.

No segundo estágio, a fragmentação é total e há formação de dois continentes efetivamente separados por um oceano. A atividade vulcânica persiste pela ascensão do magma. A permanência da atividade do magma define a chegada ao terceiro estágio, denominado formação de oceano. O principal exemplo do limite divergente em seus três estágios está no Oceano Atlântico, que separa Europa, África e América. A divisão dos continentes originou-se há 180 milhões de anos a uma velocidade média de 1 centímetro por ano.

Movimentos convergentes das placas tectônicas. Esta é a definição para o movimento de colisão de uma placa sobre a outra. Existem três tipos de convergência entre as placas tectônicas: continental-continental, oceânica-oceânica e oceânica-continental. O movimento convergente entre placas continentais cria uma área chamada de zona de metamorfismo, sendo responsável por dobramentos modernos (montanhas), terremotos e atividade vulcânica. A convergência entre placas oceânicas cria uma zona de subdução, na qual uma placa tende a deslizar sob a outra gerando uma fossa. Nesses locais encontram-se as maiores profundidades dos oceanos, como a Fossa das Marianas, com quase 11 quilômetros de profundidade. Já convergência oceânica-continental ocorre quando esses dois tipos de placas se chocam. A placa oceânica, mais densa, mergulha sob a placa continental criando uma zona de subdução, enquanto a placa continental se eleva, formando grandes cadeias de montanhas. Por exemplo, a Cordilheira dos Andes foi formada a partir do movimento convergente entre a Placa de Nazca (oceânica) e a Placa Sul-americana (continental). Esse tipo de formação geológica é conhecida como dobramentos modernos.

O movimento conservativo ocorre em áreas de falhas, onde as placas deslizam uma em relação à outra, vertical ou horizontalmente e de forma paralela, sem divergência ou convergência. A fricção causada por esses limites gera a chamada zona de terremotos. Nesses locais, ocorrem os chamados terremotos de focos rasos, que possuem uma grande intensidade. O sistema terrestre é formado por: litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera. A estrutura interna da Terra, que apresenta a litosfera como parte superficial, é dividida basicamente nas camadas crosta, manto e núcleo.

Acima da litosfera, estão as camadas gasosa (atmosfera) e líquida (hidrosfera). Já o conjunto de todos os ecossistemas do planeta forma a biosfera. A Terra é um planeta terroso, telúrico. A superfície dessa massa sólida recebe o nome de crosta, composta por rígidos blocos denominados placas tectônicas. Sua espessura não é regular, pode variar de 0 a 40 km entre continentes e oceanos. A Descontinuidade de Mohorovicic é a região entre a crosta terrestre e a próxima camada, que é o manto.

O manto é uma das camadas da parte sólida da Terra. Começa 30 quilômetros após a litosfera e atinge até 2,9 mil quilômetros. A temperatura no manto chega a 2000ºC e, por isso, os metais e rochas que o compõe permanecem em estado líquido em um fenômeno denominado magma. Essa camada é subdividida em manto superior, uma região fria e pastosa, e manto inferior, quente e liquefeito. A Descontinuidade de Gutenberg é a região entre o manto e a próxima camada, que é o núcleo. O núcleo da Terra é a região de maior concentração de calor, chegando a 6000º. Essa camada é composta por 80% de ferro e os demais 20% por chumbo, urânio e potássio. O núcleo é dividido em núcleo interno e núcleo externo.”

Espero que os conhecimentos do professor Vinícius Marques nos tenha ensinado um pouco mais sobre o planeta no qual vivemos e possa impedir que alguns possam falar tantas besteiras, frutos da ignorância, sobre o nosso habitat. Os conhecimentos podem evitar que os já denominados de pornógrafos climáticos possam escrever e falar tantos absurdos.

“Estamos mais sujeitos de acabar devido à explosão de uma fenda geológica do que pela queima de todo o combustível fóssil existente no mundo”, Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

*Consultor em Agronegócio

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

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