“Ninguém segura o nosso agro”
Tito Matos
Estão bem adiantados os estudos para a elaboração dos Planos Safras 2026/2027 da agricultura comercial e da familiar. Sugestões e propostas das entidades estão sendo acolhidas pelo Ministério da Agricultura. A intenção do governo Lula é lançá-los em maio numa cerimônia no Palácio do Planalto. Lideranças do Agro de todas as regiões produtoras do país serão convidadas, a exemplo de anos anteriores. Comenta-se que este ano os recursos para a agricultura empresarial podem alcançar o montante de R$ 550 bilhões, e para agricultura familiar o volume do financiamento deve chegar a R$ 100 bilhões de reais.
Na Agrishow, em Ribeirão Preto, o governo antecipou uma nova linha de crédito no valor de R$ 10 bilhões, a juros favorecidos, abaixo dos atualmente praticados. É o MOVE BRASIL. O dinheiro é para financiamento de colheitadeiras, tratores, semeadeiras, plantadeiras, pulverizadores, implementos agrícolas em geral nos moldes do Moderfrota. Cooperativas, bancos privados, Finep, Banco do Brasil vão participar deste pacote bilionário.
Em Ribeirão Preto, o vice-presidente Geraldo Alckmin, anunciou também um programa para renegociação de dívidas rurais. Visa ampliar a capacidade de investimentos dos produtores.
A estratégia do governo Lula busca integrar Agro, indústria, inovação e sustentabilidade, promovendo ganhos de produtividade e redução de custos. Tudo isso para fortalecer a competitividade do setor mais exitoso da economia brasileira, o que resultará em mais comida na nossa mesa e mais exportações. O presidente Lula entende que panela vazia não rima com democracia. Foi ele quem tirou o Brasil do mapa da fome. E foi com Lula que exportamos em 2025 US$ 169,2 bilhões, o que significa 48,5% de tudo que o Brasil exportou no período. Lula sempre apoiou o setor, reforçando cada vez mais a posição do país como potência agrícola global. Novos mercados foram conquistados. Os nossos concorrentes andam assustados com
isso. Vem daí os tarifaços, as barreiras…
As perspectivas são animadoras: dia 1° de maio entra em vigor o acordo Mercosul-União Europeia. É para se festejar, eis que ocorre em meio a um momento de forte expansão do agronegócio brasileiro. Diante de tal cenário, pergunta-se:
Quem segura o nosso Agro?

