Encontro discutirá tendências do clima para a agricultura no Tocantins

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No Tocantins, a soja é a principal cultura – Clenio Araújo/Embrapa

Representantes de várias instituições vão debater, nesta quarta-feira (13), as tendências  agroclimatológicas para a próxima safra no Tocantins.  O encontro, em sua terceira edição, será no auditório da Embrapa, em Palmas, e a participação é gratuita.

Um dos palestrantes é Jones Simon, pesquisador ligado ao núcleo temático da Embrapa Pesca e Aquicultura que trabalha com sistemas agrícolas. Ele falará sobre o impacto que o clima teve na última safra nas culturas de soja e milho no estado.

“Podemos dizer que a safra 15/16 foi drasticamente afetada, proporcionando produção bem abaixo do esperado pro estado [quebra de no mínimo 40%]. Já a ultima safra deu bons frutos pelas ótimas condições climáticas que ocorreram”, diz Simon.

De acordo com o pesquisador, a última safra previa influências do fenômeno La Niña que não se confirmaram, mantendo-se um ano em normalidade. “Até dezembro de 2016, tivemos influência do El Niño, com chuvas abaixo do normal para região. Com isso, houve um atraso e até mesmo aperdas de semeaduras, mas que no contexto geral não afetaram muito a produção do estado.”

Ainda segundo ele, a safrinha de 2017 se desenvolveu em condições ótimas, com regime de chuva normal e bem distribuído, o que possibilitou até mesmo bons rendimentos para plantios feitos tardiamente [março].

Perdas provocadas pelo El Niño

De maneira oposta, na safra anterior houve influência do El Niño, considerada como muito drástica por Simon. “Ocorreram perdas tanto na safra quanto na safrinha, pois, além do regime de chuvas ser abaixo do normal, ainda houve chuvas mal distribuídas. Tivemos um dezembro com estiagem agrícola, um fevereiro seco, um abril quase sem chuvas. Isso provocou baixa fixação de vagem e problemas de enchimento de grãos na soja [grãos mais leves], além de atraso no plantio da safrinha, com perdas elevadas em plantações feitas em março.”

O pesquisador cita o que o produtor rural pode fazer para diminuir eventuais prejuízos na lavoura causados por questões ligadas ao clima. Um bom acompanhamento das previsões climáticas, além de planejamento agrícola, é uma ferramenta importante para atenuar os impactos das influências climáticas que ocorrem na agricultura, assinala Simon.

“Sempre teremos anos em que as condições climáticas serão severas e outros com condições perfeitas. Cabe ao produtor se planejar da melhor maneira para evitar investimentos grandes com risco alto de perdas.” O planejamento, assinala, não é apenas econômico, mas também técnico.

O 3º Encontro para Apresentação e Discussão das Tendências Agroclimatológicas Regional e Estadual está sendo organizado em parceria pela Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) de TO, pela Embrapa e pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

Da redação, com informações da Embrapa

 

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