Morte de abelhas no RS é atribuída ao uso de defensivos em lavouras de soja

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Apicultores gaúchos temem que mortandade de abelhas inviabilize cadeia do mel – EBS

Os apicultores do Rio Grande do Sul estão preocupados com a expansão da soja no estado, noticia nesta segunda-feira (25) o jornal Valor Econômico.  “Mais lavouras significam também mais pulverização de produtos químicos sobre as plantas, o que pode ser uma ameaça para as colmeias”, diz reportagem assinada por Bettina Barros.

De acordo com o Valor, na safra 2016/17, quando a colheita gaúcha de soja alcançou estimadas 18,7 milhões de toneladas, 15,5% mais que no ciclo anterior, os casos de mortandade de abelhas subiram para o patamar de milhares.

Ainda segundo a reportagem, análises de laboratório identificaram como causa mortis, em todos os casos, a presença de inseticidas usados na fase de floração da soja.

A mortandade de abelhas preocupa a Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura, vinculada à Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul.

Conforme o jornal, Nadilson Roberto Ferreira – agrônomo com PhD em polinização e coordenador da câmara setorial – estimou que a contaminação por defensivos agrícolas tenha acometido até 40% das colmeias nos últimos três anos no estado, maior produtor brasileiro de mel.

No Rio Grande do Sul, o setor tem quase 30 mil apicultores e meliponicultores (criadores de abelhas sem ferrão). Eles temem sérios prejuízos com a morte das colmeias. Além disso, há o medo de que os defensivos possam, eventualmente, contaminar a produção de mel, fazendo com que os países importadores deixem de comprar o mel brasileiro.

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