Auditores agropecuários distribuem alimentos em protesto na Esplanada dos Ministérios

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Facebookl/Anffa Sindical

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) realiza nesta quinta-feira (5), a partir das 14h, ato em frente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para protestar contra a proposta de mudança na Secretaria de Defesa Agropecuária.

Segundo a Anffa Sindical, o objetivo é pedir a saída do ministro Blairo Maggi e do secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, além de “protestar contra a tentativa de privatização e terceirização de atividades relacionadas à defesa agropecuária”.

Durante o evento serão distribuídas seis toneladas de frangos e duas toneladas de arroz para a população, como exemplos de produtos cuja qualidade é aferida pelos auditores agropecuários.

A Anffa Sindical diz que, desde a Operação Carne Fraca, “o Mapa vem se aproveitando da situação e tomando uma série de medidas com objetivo de terceirizar a defesa agropecuária”.

“A terceirização da inspeção agropecuária já era um assunto corrente. Há projetos de lei tramitando no Congresso Nacional que tratam desse assunto, mas o governo viu na Operação Carne Fraca uma brecha para pressionar e impor a terceirização de maneira autoritária, sem diálogo com os servidores e com a sociedade”, denuncia o presidente do Anffa Sindical, Maurício Porto.

Ele lembra que a denúncia que originou a operação foi feita por um auditor fiscal federal agropecuário (Affa) e o principal problema constatado pela investigação é a ingerência política em cargos eminentemente técnicos, o que vem sendo há anos apontado pela categoria.

Diagnóstico e alterações

O Mapa, informa a Anffa, encomendou uma consultoria para fazer o diagnóstico e propor alterações na sua estrutura, especialmente na Secretaria de Defesa Agropecuária. “O termo de referência de contratação da consultoria não foi divulgado, os servidores não foram convidados a participar do processo e o resultado apresentado pela empresa vazou para os servidores, que reclamaram publicamente”, diz nota da entidade.

A entidade assinala que somente depois disso foi convidada a conhecer formalmente o diagnóstico. “Sabemos que é preciso aperfeiçoar processos e a gestão. Aliás, já apresentamos proposta de mudança ao ministério, que a ignorou. E, embora não tenhamos participado do processo, temos concordância em diversos pontos do diagnóstico apresentado pela empresa. Mas não concordamos, por exemplo, com a proposta de criação de uma entidade colaborativa idealizada para gerir os recursos financeiros destinados a essa atividade de Estado”, afirma Porto.

O sindicato cobra ainda a realização de concurso para preenchimento de 1.611 vagas e protesta contra a realização de processo seletivo temporário para 300 médicos veterinários.

 

AGROEMDIA

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