RO poderá ter carne bovina valorizada em mais de 30% quando for livre de aftosa sem vacinação

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Luiz Cláudio destaca esforço dos pecuaristas para erradicar a doença – Gustavo Lima/Câmara  

A carne bovina de Rondônia poderá ter uma valorização de mais de 30% quando o estado for declarado livre de febre aftosa sem vacinação, a partir de 2019, calcula o deputado Luiz Cláudio (PR-RO). “Isso contribuirá para fortalecer ainda mais a nossa cadeia produtiva bovina, gerando mais renda e empregos no estado”, disse o parlamentar, que é membro da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Atualmente, Rondônia – assim como a quase totalidade dos estados brasileiros – é área livre de febre aftosa com vacinação. A previsão do Ministério da Agricultura é declarar todo o país como livre da doença sem vacinação a partir de 2019. Com isso, o Brasil poderá ser reconhecido internacionalmente como área livre de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2023.

“O reconhecimento de Rondônia como área livre de aftosa sem vacinação vai ampliar ainda mais a participação da carne do nosso boi verde, criado a pasto, nos mercados nacional e internacional”, ressaltou o deputado, acrescentando que o cálculo da valorização de mais 30% do produto é do diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques. Hoje, o estado tem um rebanho de cerca de 13,7 milhões de cabeças (13,6 milhões bovinos e 6.148 bubalinos).

Luiz Cláudio também destacou a parceria entre pequenos, médios e grandes pecuaristas, as entidades representativas do setor, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia e o Ministério da Agricultura na execução das ações voltadas à erradicação e prevenção da aftosa. “O trabalho que está sendo feito em Rondônia é, sem dúvida, um exemplo para o país e seguramente será recompensado quando tivermos o status de livre de aftosa sem vacinação.”

Nessa terça-feira (3), lembrou o deputado, o Ministério da Agricultura aprovou a versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). O documento apresenta as ações que os estados ainda precisam adotar para que o Brasil erradique a doença até 2023. O plano é alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da OIE, e com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), que visa eliminar a doença em toda a América do Sul.

“O estado de Rondônia participa ativamente desse esforço, que também é de todo o país”, assinalou Luiz Cláudio.  De acordo com o deputado, nos dias 23 e 24 deste mês será realizada reunião, em Porto Velho, para debater as medidas que ainda precisam ser tomadas para aperfeiçoar as ações para erradicação total da aftosa no território nacional. Além de representantes dos pecuaristas e de técnicos rondonienses em saúde animal e do Ministério da Agricultura, o encontro deverá contar com a presença de autoridades e do setor privado da cadeia de bovinos do Acre, Amazonas e de Mato Grosso, além da Bolívia e do Peru, países fronteiriços.

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