Desmatamento e poluição podem comprometer revitalização do Rio Parnaíba

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A proposta de revitalização do Rio Parnaíba busca proteger a bacia hidrográfica e garantir abastecimento de água a população da região, disseram os especialistas em audiência pública conjunta das comissões de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Regional. Segundo eles, o desmatamento e a poluição são ameaças à preservação das reservas hídricas.

A audiência foi promovida para instruir o PLS 56/2014, que institui regras para a revitalização do Rio Parnaíba e de seus afluentes. O projeto é do senador Elmano Férrer (PMDB-PI).

A bacia hidrográfica do Parnaíba é a segunda mais importante do Nordeste e abrange o Piauí, parte do Maranhão e do Ceará.

A senadora Regina Sousa (PT-PI), autora do requerimento da audiência, disse ser preciso colocar em prática o trabalho que já foi desenvolvido, pois a atual situação da bacia é preocupante.

“É preciso agir sem precisar aguardar um processo legislativo. Tentar unir forças para a gente fazer alguma coisa acontecer, porque é preciso salvar esse rio”, alertou.

Modelo de gestão

De acordo com o presidente da Rede Ambiental do Piauí, Avelar Damasceno, o projeto precisa estabelecer um modelo de gestão para implementar as ações de recuperação e conservação da bacia, que enfrenta diversos problemas.

“O maior impacto ambiental é o desmatamento. Outra questão muito séria é o baixo nível de saneamento básico em todas as cidades. E ainda tem a questão da poluição, que é muito intensa nessa bacia”, ressaltou.

A revitalização ampliará o volume de água disponível para a população e garantirá o abastecimento nas zonas urbana e rural, a fim de promover o desenvolvimento econômico da região, disse o diretor de revitalização da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Inaldo Guerra. Ele informou como a instituição vai atuar na região.

“A revitalização compreende as ações de esgotamento sanitário, de controle de processo erosivo e de arranjos produtivos locais. Quando você apoia essa atividade, você está fixando o homem no campo de forma sustentável, o que ajuda a preservar também o rio”, assinalou.

O projeto será analisado de forma terminativa na Comissão de Meio Ambiente (CMA). Caso seja aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados.

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