DF: Revitalização de 5 km de canais reduz perda de água no Descoberto

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Fotos: Tony Winston/Agência Brasília

Dois dos sete canais do Alto Descoberto, na região administrativa de Brazlândia, já foram revitalizados e têm água tubulada. A medida reduz as perdas, moderniza o uso dos recursos e integra o conjunto de ações a serem tomadas no programa Brasília Capital das Águas.

Os canais são o Guariroba e o Cristal, que somam quase 5,5 quilômetros de extensão. Haverá um total de 22 quilômetros tubulados — os próximos são os Córregos do Índio, Olaria 2ª etapa e Capão Comprido 1 e 2. O governo estima uma economia de até 126 litros por segundo de água com os seis canais.

“A intervenção do governo é para usar menos água na agricultura para ter mais disponibilidade para a área urbana. Quando tubulamos os canais, economizamos pelo menos 50% dos recursos hídricos”, disse o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Argileu Martins.

Com a tubulação, diminui-se a infiltração de água na terra, bem como a evapotranspiração. “Como a água ficava mais espalhada, infiltrava e se perdia na terra. Agora, temos menor gasto e sobra mais”, ressaltou a produtora rural Antônia Bezerra Gonçalo.

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Dinheiro de fundo internacional

O sétimo canal é o do Rodeador. São 32 quilômetros a serem revitalizados, com uma economia de água estimada em até 170 litros por segundo. Para viabilizar o trabalho, o governo tenta captar recursos do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). Serão US$ 41,1 milhões (cerca de R$ 130 milhões) para o Brasília Capital das Águas.

Para conseguir o dinheiro do fundo, o governo precisa aprovar o Projeto de Lei nº 1.762, de 2017, na Câmara Legislativa. Como o Executivo local conseguiu recurso por meio de emenda parlamentar, já pôde começar os trabalhos.

Os recursos do Brasília Capital das Águas serão destinados a três grandes frentes de atuação: o incentivo ao uso sustentável da água na atividade agropecuária da região do Descoberto; a implementação de infraestrutura urbana e recuperação de áreas degradadas na orla do Lago Paranoá; e a gestão do próprio programa.

Brasília Capital das Águas

O programa Brasília Capital das Águas tem como objetivo proteger os principais mananciais do Distrito Federal que se encontram fora do Parque Nacional de Brasília, onde fica o Reservatório de Santa Maria.

A Casa Civil e a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural são as unidades executoras do programa.

Com a revitalização dos sete canais, o Rio Descoberto vai ter um incremento de até 126 litros por segundo de água na captação. Com todas as ações previstas com o dinheiro do Fonplata, essa economia chega a 747 litros por segundo. As outras medidas são:

*Projetos específicos para cada propriedade: técnicos vão avaliar o uso da água de cada produtor rural e apontar como o recurso hídrico pode ser mais bem aproveitado. Só com esse trabalho, o governo estima que a economia de água fique em 128 litros por segundo.

*Conversão de sistemas de irrigação convencional em poupadores de água: o programa prevê a substituição de aspersores pela irrigação por gotejamento. O gasto com água pode cair até 296 litros por segundo.

*Revitalização do Canal do Rodeador: permitirá a retirada de água com mais controle e menos desperdício, o que acarretará uma redução de 170 litros por segundo da água captada no canal.

*Revestimento de reservatórios de água nas propriedades rurais: tanques de armazenamento dos produtores receberão reforço de impermeabilização para diminuir a quantidade de água que se perde por infiltração na terra. A economia potencial é de até 27 litros por segundo.

No Lago Paranoá, o trabalho atende à decisão da Justiça, que determinou a recuperação de áreas degradadas e a implementação de infraestrutura para uso público ao longo da orla.

Os recursos vão permitir a revitalização da Concha Acústica; a interligação do Deck Norte, via Trevo de Triagem Norte, com o Parque Vivencial do Lago Norte; a ligação do Deck Sul ao Lago Sul na Ponte das Garças por ciclovias e calçadas; entre outros projetos.

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Guilherme Pera (Agência Brasília)

 

AGROemDIA

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