Uso de resíduos gera economia de 16% no custo da alimentação de bovinos

a zootecnista
Na fábrica de ração do pecuarista, Douglas orienta na produção do concentrado – Emater-DF

Uma economia de quase 16% no custo do leite foi o resultado obtido pelo produtor Aníbal Amancio Ribeiro, do Núcleo Rural Jardim (DF). O produtor, atualmente com 35 matrizes leiteiras, passou a utilizar resíduos da colheita de soja na formulação da ração concentrada, reduzindo em 30% o valor gasto no quilo de ração.

O zootecnista e extensionista Douglas Mariz, da Emater-DF,  diz que os insumos normalmente utilizados para a alimentação de bovinos sofrem com fatores mercadológicos e climáticos por serem em sua maioria commodities, como, por exemplo, milho e soja. “Isso encarece o custo da alimentação dos bovinos e, em consequência, aumenta o custo para produzir o leite.”

Em visita à propriedade, Douglas observou que o produtor estava utilizando um resíduo de colheita da soja que conseguiu em uma fazenda próxima, mas de maneira não orientada. O zootecnista propôs, então, fazer uma análise desse material para inserir da maneira correta na alimentação dos animais.

O produtor aceitou e ficou satisfeito com resultado na produtividade. “Este ano, consegui uma quantidade muito boa dessa casca da soja e o resultado foi melhor ainda: chegamos numa média de 18 quilos de leite por vaca por dia”, comemora.

A análise do resíduo em laboratório, chamada de análise bromatológica, demonstrou que o subproduto da colheita da soja era rico em proteínas. Essa informação possibilitou substituir outros elementos proteicos que constituíam o concentrado. “Além de apresentar uma excelente proteína bruta, o material possui altos teores de energia”, ressalta Douglas.

Formulação de ração para ruminantes

Além da casca de soja, existem vários outros produtos que podem ser usados na formulação de ração para ruminantes, como resíduos de cevada ou polpa cítrica. Para redução de custos é importante observar quais materiais estão disponíveis na propriedade de cada produtor.

“Para certos subprodutos já existe uma tabela com a quantidade de nutrientes que serão agregados, mas, em geral, é muito importante fazer uma análise do material e solicitar à Emater-DF a formulação adequada de acordo com seu rebanho”, disse o extensionista.

Douglas alerta apenas para certos cuidados ao adotar essa prática. “Um exemplo é não utilizar resíduos que possuam elementos tóxicos para a espécie ou categoria animal em questão. Outro cuidado é o uso de ingredientes proibidos por lei, como a proteína animal na alimentação de ruminantes, e ainda o correto armazenamento do subproduto, pois em caso de elevado teor de água ele pode estragar.”

Da redação, com Emater-DF

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