Pedro Chaves alerta pecuaristas de MS sobre importância de vacinar o gado contra aftosa

 

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Senador Pedro Chaves: sanidade do rebanho é essencial para exportação de carne – Divulgação

Dono de um dos cinco maiores rebanhos bovinos e bubalinos do país, Mato Grosso do Sul seguramente terá alto índice de cobertura vacinal na segunda etapa deste ano da campanha nacional de imunização contra a febre aftosa, disse nesta sexta-feira (3) o senador Pedro Chaves (PSC-MS), ao alertar os pecuaristas do estado sobre a importância de vacinar os animais.

A meta do estado, destacou Pedro Chaves, é imunizar cerca de 8 milhões de bovinos e bubalinos nesta fase da campanha, que começou na última quarta-feira (1º). Nas regiões de fronteira e planalto de MS, acrescentou o senador, devem ser vacinados animais com até 24 meses. No Pantanal, todo o rebanho precisa ser imunizado.

Os pecuaristas das regiões de fronteira e planalto têm até 30 deste mês para aplicar as vacinas e até 15 de dezembro para fazer o registro da imunização. Já os criadores do Pantanal devem imunizar os rebanhos até 15 de dezembro e formalizar o registro até 30 do mês que vem.

Nas três regiões, o registro da vacinação deve ser feito diretamente pelo produtor no site site da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), ou em casos específicos, e a critério da Iagro, em seus escritórios locais.

A campanha em MS é coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e pela Iagro. A agência recomenda ainda que os pecuaristas aproveitem o manejo para vacinar as fêmeas de três a oito meses contra a brucelose.

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Meta de MS é vacinar 8 milhões nesta 2ª fase da campanha – Divulgação/Iagro

Cobertura vacinal

A coordenação nacional da campanha é feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O Brasil tem 218,7 milhões de cabeças de gado e búfalos. Mato Grosso do Sul, segundo números de 2016 do Mapa, tem 21,81 milhões de cabeças: 21,8 milhões de bovinos e 13,2 mil bubalinos.

Pedro Chaves lembrou também que MS tem se mantido entre os três estados com melhor percentual de cobertura vacinal do país, segundo dados do Mapa. “Além disso, somos reconhecidos nacionalmente pela excelência do nosso serviço oficial de defesa agropecuária.”

O senador ressaltou ainda que o Mapa trabalha para que o Brasil obtenha o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de aftosa sem vacinação até meados dos anos de 2020.

“Até lá, o Mapa terá que declarar os estados e o DF como livres da doença sem vacinação. Mato Grosso quer ser um dos primeiros a obter esse reconhecimento”, reforçou Pedro Chaves. Atualmente, apenas Santa Catarina tem o status de livre de aftosa sem vacinação. O restante do país é livre da doença com imunização.

“O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de proteína animal. Por isso, é fundamental alcançarmos o status de livre de aftosa sem vacinação, o que vai valorizar ainda mais nossas carnes e gerar mais emprego e renda para o país”, acrescentou o senador.

O combate à aftosa é considerado essencial para a sanidade do rebanho brasileiro e para as exportações de proteína animal. Para obter mais informações sobre a campanha em MS, ligue Disk Aftosa: 0800 67 9120.

 

 

 

AGROemDIA

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