Curso de formação de Ater inspira cordel

a _ eduardo engenheiro
Divulgação

Inspirado nas atividades do curso de formação para agentes de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural), o engenheiro agrônomo Eduardo Cabral de Vasconcelos Barreto, assessor técnico da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), compôs um cordel. Em “Extensão – Sentimentos, Atores e Devaneios”, ele retrata as emoções do trabalho de Ater e faz uma homenagem aos companheiros extensionistas.

“O cordel é fruto da inspiração nascida durante a capacitação”, diz o engenheiro. O curso foi realizado no início deste mês em Aracaju, por meio do projeto D. Helder Câmara, resultado de parceria entre a Emdagro e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

Confira o cordel:

*Extensão – Sentimentos, Atores e Devaneios

Eu quero pedir licença

E aos companheiros falar

Da grande satisfação

De com eles aqui estar

Neste evento importante

Pra Extensão Resgatar.

 

Nesta prosa corrida

Vou fazer uma embolada

Uma mistura perfeita

De Whatsapp, ATER e cocada

E vamos ver lá na frente

Esta grande misturada.

 

Pra começar essa estória

Fui tomado de emoção

Vendo todos os colegas

Trabalhando com o coração

Depois da longa jornada

Na labuta da Extensão.

 

Não posso deixar de citar

Nosso colega sessentão

Conhecido na área

Como Wilton Barbatão

Com o qual estagiei

No início da missão

Para o qual deixo agora

Minha eterna gratidão.

 

Na mesma temporada vivida

Conheci um cidadão,

Que se chamava José

De Almeida Cansanção,

Alagoano da cepa

Projetos em profusão,

 

Nem a agência de Lagarto

Aguentava seu rojão,

Elaborando muitos planos

Maracujá, laranja e limão.

 

Tomei uma aula danada

Do colega Waltembergue,

Entusiasta do campo

Como o axé é para Ivete,

O meio ambiente lhe cobre

E a Extensão que lhe veste.

 

Da minha “Chefe” Izildinha

Tomei orientação,

Pra trabalhar no “Dom Hélder”

Com muita dedicação,

Inspirado em Eugênia

Ouvindo o Barbatão,

Conselhos de Waltinho

Deodato Prontidão,

O “tanjo” do Dr. Wagner

De Dr. Pedro a visão,

Abeaci relatório

Dra. Jailza a razão,

Pra eu errar o trabalho

“Só se tiver com o cão”.

 

Vou falar de Valadares

Marqueteiro contumaz

Fotos dos seus terrenos

Seus trabalhos e seus quintais

No “Face” produtores

Sempre destacados demais

Sabe dizer coisas certas

Com competência voraz

Vá em frente companheiro

É desse jeito que se faz.

 

 

Dr. Pedro Calazans

No passado agoniado,

Piloto de primeira Linha

O SENA chegava atrasado,

Disparado no sertão

Com um Fusca meio lascado,

Distribuindo energia

De Côco fermentado,

Precursor do Biogás

Êita cabra avançado.

 

Das plagas lá da Bahia

Veio o menino Salim,

Uma mistura melhorada

De Godofredo e Serafim,

Com muita competência

Se revelou para mim.

 

Da Rita Selene eu falo

Com muita facilidade,

Educada e fidalga

Competência e humildade,

No sertão e a estrela

Brilhando com muita vontade.

 

Do refinado Gilberto

Em seu ótimo parecer,

Falando de clima e chuva

Sem muito Teretetê,

Admirou Diretores

Calou muitos Doutores

Cabra bom eu tô pra ver.

 

O meu amigo do “tanjo”

E um observador,

Criando sempre apelidos

Como um grande professor,

Pra ele o “cabra tá morto”

Mesmo que esteja vivo,

 

E se conversar muito

É um eterno “protegido”,

Empolgado nas falas

Beneficiando o produtor,

Fala alto, fala baixo

Com todo seu fervor,

Sempre muito afinado

Com o nosso “Superior”.

 

Tenho que falar agora

Da colega Abeaci,

Muito trabalhadora

Ligada que eu nunca vi,

Danada no relatório

De Tobias a siriri,

Artesanato de palha

O social está aqui,

Atravessou as fronteiras

De Gararu a “Parri”,

Dançando o seu “toré”

Na rua de “Saint Deni”,

A nossa extensão na Europa

Eu juro que nunca vi.

 

Do Serginho de Itabí

Tenho muito que falar,

Trabalhador e agitado

Sentado não pode ficar,

Na política foi de frente

Pra extensão quis voltar,

Pois essa é a melhor maneira

Do povo beneficiar.

Foi assessor do Vanildo

Que botou pra rebolar,

Colega prestimoso

Não se nega a ajudar,

Acredite amigo Sérgio

Sem você não podemos passar.

 

Olha bem meus amigos

Que coisa fenomenal

 

Paraibano na Paraíba

É considerado coisa normal,

O que digo do Vanildo

Que foi pro Planalto Central.

Mas tirando essa impressão

Que já foi meio melada,

O Vanildo Paraíba

É  uma pessoa danada,

Preparado e inteligente

Cantou bem a toada,

O Dom Helder eu só esqueço

Só se for na porrada.

Ele soube transmitir

Com competência provada,

Toda proposta de ATER

Com a ANATER combinada,

Pra ele tiro o chapéu

E dedico essa toada.

 

A Iracema eu vejo

Muita personalidade,

Discorrendo sobre o assunto

Com muita facilidade,

Deu o tanjo certo

Falando com muita propriedade,

Seu deslocamento na sala,

É um balé de verdade.

Dizendo o que eu quero

E não falando demais,

Nossa amiga traz também

Todo o charme de Goiás,

Mesmo nascendo em Brasília

Trouxe tudo de seus pais.

 

Agora falando sério

E com muito coração,

Estamos todos alegres

Com essa nobre missão,

De levar cidadania

Às famílias do Sertão,

Que dedicam suas vidas

Com muita sofreguidão,

Produzindo alimentos

Com suor e dedicação,

E com o Dom Hélder vão chegar

À autossustentação.

 

Somos heróis com causa

Andamos com direção,

Às vezes desconhecidos

Mas com a firme missão,

De espalhar a riqueza

Nas terras desse mundão,

Abraço todos os colegas

Guerreiros da EXTENSÃO.

* Eduardo Cabral de Vasconcelos Barreto,

Engenheiro Agrônomo – Emdagro

 

 

AGROemDIA

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