Macacos são encontrados mortos no Entorno do DF

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Foto: Agência Brasil

A prefeitura de Novo Gama, município goiano no Entorno do Distrito Federal, informou nesta terça-feira (23) que um macaco foi encontrado morto em uma propriedade rural. Segundo informação extraoficial obtida pelo AGROemDIA, outro macaco teria aparecido morto em Santo Antônio do Descoberto, também no Entorno.

A exemplo dos humanos, os macacos também podem ser picados pelo mosquito transmissor da febre amarela. Por isso, a morte desses animais precisa ser investigada para apurar as causas. O macaco encontrado em Novo Gama será examinado em um laboratório do DF.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro enfrentam uma epidemia de febre amarela. Nesses estados, estão sendo realizadas campanhas de vacinação com doses fracionadas. Com esse novo esquema, a vacina contra febre amarela dá imunidade por um menor período de tempo. Quando a vacina é aplicada com a dose integral, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas uma dose protege permanentemente contra a doença.

Em outras partes do país, como no DF, os serviços públicos de saúde estão imunizando a população com doses integrais da vacina, que protegem para o resto da vida.

O site G1 divulgou notícia sobre o macaco encontro morto em Novo Gama.  Leia abaixo:

“Um macaco foi encontrado morto nesta terça-feira (23) em uma chácara de Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. Assim que localizou o animal, o dono da fazenda, que não quer ser identificado, acionou a Secretaria Municipal de Saúde.

Servidores se deslocaram para a chácara e recolheram o bicho. A secretária de Saúde, Wisliane Maximiano do Nascimento, explicou que o animal será encaminhado a um laboratório do Distrito Federal para exames.

“Lá serão realizados os exames necessários para identificar a causa da morte”, ressaltou Wisliane.

Este é o primeiro macaco encontrado morto em Novo Gama neste ano. Ainda ão houve registro de casos de febre amarela na cidade nem no estado em 2018.

“Não tivemos nenhum caso registrado. A cobertura vacinal está em dia. Acredito que não seja febre amarela, mas vamos aguardar o resultado”, disse a secretária.

Wisliane explicou ainda que, em 2017, o proprietário da fazenda solicitou à SMS que vacinasse todos os funcionários contra febre amarela, o que ocorreu. Após a morte do macaco, a equipe vai novamente à chácara para checar se há algum empregado que não foi imunizado e isolar a área onde o macaco foi encontrado.

Transmissão de febre amarela

O surto de febre amarela no país levou moradores de algumas regiões atingidas a matarem macacos por medo da doença. Porém, o Ministério da Saúde alerta que os macacos não transmitem a doença diretamente para humanos e que eles são importantes para sinalizar a presença do vírus transmitido por mosquitos. Por isso, esses primatas devem ser protegidos em seu ambiente natural.

Em sua forma mais branda, a febre amarela se parece com uma virose simples. Pode apresentar febre, mal-estar, enjoos, vômitos e dores musculares. Na mais grave, icterícia (coloração amarelada de pele e olhos), urina escura, falência renal, falência do fígado e de outros órgãos e até morte.

De acordo com o superintendente de Vigilância e Saúde de Goiânia, Robson Azevedo, não há motivos para temer ou matar os macacos.

“Nós moramos em uma região endêmica, então nóstemos o vírus circulando em todo o Centro-Oeste brasileiro. E é esta, justamente, a importância do macaco. O macaco, quando nós encontramos ele morto, fazemos os exames e identificamos os vírus, então eu sei que naquela região, naquele local, eu tenho o vírus circulante. Volto a falar que as pessoas não devem matar o macaco, pois ele é um excelente indicador epidemiológico”, disse.”

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

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