Clima favorece e moagem de cana deve avançar para 589 mi t no Centro-Sul

A consultoria INTL FCStone projeta que, entre 16 de janeiro e 31 de março, as usinas do Centro-Sul processem cerca de 5,5 milhões de toneladas, chegando a 589 milhões de t métricas em toda a safra 2017/18 de cana-de-açúcar na região, contra as 584,3 milhões de t estimadas anteriormente pelo grupo. Esse volume seria 3% menor que a moagem durante a safra 2016/17.
“A precipitação acumulada sobre os canaviais do Centro-Sul brasileiro durante a temporada chuvosa na região, que compreende os meses entre outubro e março, tem se mostrado bastante favorável ao desenvolvimento vegetativo das plantas”, escreveu a INTL FCStone, em relatório.
Essa condição levou a um menor processamento de cana-de-açúcar nesta época, com destaque para a primeira quinzena de janeiro, cuja moagem foi de 166 mil toneladas e o número de usinas ativas, apenas seis, de acordo com informações da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).
O cenário de preços elevados e demanda aquecida pelo etanol hidratado — reflexo da entressafra canavieira no Centro-Sul, somada à recente valorização da cotação do barril de petróleo no mercado internacional, que aumentou o preço da gasolina no Brasil — podem levar alguns produtores a adiantar o início da próxima colheita, o que seria contabilizado ainda como safra 2017/18, caso ocorra antes do dia 1º de abril.
Ainda segundo cálculos da consultoria, o Açúcar Total Recuperável (ATR) médio acumulado na safra até metade de janeiro ficou em 137,3 Kg ATR/tonelada de cana, 2,6% acima da mesma época da safra anterior e o maior valor para este indicativo agroindustrial desde 2011/12.
Assim, “mesmo com uma moagem menor que no ciclo 2016/17, tanto a produção de açúcar quanto a de etanol mostra avanço no comparativo ano a ano”, ressalta a INTL FCStone.

