Abrafrigo pede mudança urgente na legislação para resolver problema da salmonella  nas carnes

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A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) defende, em nota divulgada nesta terça-feira (6), a “urgente mudança na legislação sanitária para resolver o problema da presença da salmonella nas carnes” produzidas no país. A manifestação da entidade é decorrente da 3ª fase da Operação Carne Fraca, denominada Operação Trapaça, desencadeada nessa segunda (5) em SP, PR, SC, RS e GO para apurar fraudes envolvendo empresas e laboratórios de análises de alimentos.

Na nota, a Abrafrigo manifesta sua preocupação com os efeitos da operação da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sobre “o patrimônio empresarial do setor de frigoríficos brasileiros, que levou décadas para ser construído, gerando mais de 4 milhões de empregos e com a possível perda da confiança internacional sobre os produtos brasileiros que visam o mercado exportador”.

“Já encaminhamos expediente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em maio do ano passado, solicitando “uma urgente e eficaz revisão da legislação sanitária vigente que possa estabelecer os padrões microbiológicos de alimentos para consumo humano, em especial a incoerência da questão da salmonella, cuja presença nas carnes levou a suspensão da produção e comercialização de alguns produtos de empresas em decorrência da Operação Carne Fraca, que agora volta a ganhar notoriedade em virtude de uma nova ação da Polícia Federal”, diz trecho da nota.

A entidade enfatiza ainda seu apoio ao trabalho da PF. “Se há irregularidades, a Abrafrigo defende investigações aprofundadas e corretas que levem a exemplar punição aos envolvidos, mas é preciso lembrar que este problema aflige a indústria de carnes há muitos anos, notadamente aquelas empresas que se dedicam ao processamento industrial de embutidos, tendo como matéria-prima carnes cruas, como os fabricantes de hambúrgueres, almôndegas e outros produtos formatados, cujos ingredientes incluem a carne de frango e a carne suína.”

Segundo a Abrafrigo, a legislação atual, tanto do Mapa quanto do Ministério da Saúde e da própria Anvisa, é dúbia, subjetiva e contraditória. “Como pode um setor industrial utilizar a matéria-prima cuja presença de salmonella não é proibida, obter um produto acabado sem salmonella?”, indaga a entidade, que reúne empresas que representam mais da metade do mercado de carne bovina do país.

“É por isso que solicitamos reiteradamente que se busquem normas regulatórias que ofereçam segurança para o consumidor e que respeitem o direito das empresas em trabalhar com parâmetros legais certos e definidos para resolver este tipo de problema e evitar situações como a encontrada na 3ª etapa da Operação carne Fraca”, assinala a Abrafrigo.

 

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