Feplana homenageia ministro Fernando Filho pela atuação na criação do Renovabio

 

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Foto: Divulgação/Feplana

Com o Programa Nacional de Biocombustíveis (Renovabio), o Brasil voltou a ter um projeto que incentivará a produção canavieira do país para fins energéticos e afins, avalia a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana). Para a entidade, a aprovação do Renovabio só foi possível graças à atuação do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho.  Segundo a Feplana, já há previsão de investimento da ordem de R$ 1,4 milhão no programa e a meta é criar, até 2030, mais de 1,4 milhão empregos na produção de etanol e biocombustíveis.

Na noite desta terça-feira (20), Fernando Filho será homenageado pela Feplana, em Brasília, com o troféu Honra ao Mérito Canavieiro 2018, voltado a personalidades pelos serviços prestados ao setor. “A entidade nacional do setor canavieiro considera o ministro Fernando Filho como o primeiro da pasta de Minas e Energia a materializar o reconhecimento à relevância da cana de açúcar como matriz energética do Brasil.”

De acordo com a entidade, Fernando Filho fez com que o programa se tornasse realidade em tempo recorde. “Foram menos de dois anos da criação até a aprovação e sanção [pelo presidente Michel Temer]”. O Renovabio foi aprovado no fim de 2017 pelo Congresso Nacional e regulamento dias depois por Temer.

Redução de gases do efeito estufa

Entidade representativa do setor responsável pela produção de 35% de toda cana brasileira, a Feplana entende que o programa tem importância semelhante ao Proálcool, lançado na década de 1970 e depois desativo.

“E é bem atual diante da sinergia político-ambiental e socioeconômica mundial voltada à redução de gases de efeito estufa oriunda dos combustíveis fosseis”, pontua a diretoria da entidade.

Na avaliação da Feplana, o Renovabio é indispensável para que o Brasil possa cumprir a sua meta de redução de emissões até o ano de 2030, como prevê o compromisso assumido no Acordo Global de Paris. A meta nacional de redução das emissões de poluentes na atmosfera é 43% abaixo dos níveis praticados de 2005.

“O Renovabio criará metas e instrumentos para cobrar a conta de quem emite gases causadores do efeito estufa. E remunerará quem retira carbono da atmosfera, além de incentivar uma maior redução  através de investimentos no aumento da produção de biocombustíveis”, assinala Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana e da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco.

O dirigente, que fará a entrega do troféu a Fernando Filho, participou de várias reuniões antes e depois da formatação do programa no ministério e com o presidente Temer. Segundo ele, pela primeira vez o setor de fornecedores de cana pôde participar de forma efetiva dos debates na construção de projeto.

A previsão é de que as metas do Renovabio sejam anunciadas até julho de 2019 e vigorem a partir de 24 de dezembro do próximo ano. A prioridade é contribuir na redução das emissões de CO² da atmosfera. Conforme a Feplana, isso vai gerar a segurança necessária para que haja investimentos do setor sucroenergético e das demais da cadeia dos biocombustíveis.

 

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