Agrishow 2018: Setor de irrigação aposta em tecnologia

As empresas que atuam no setor de irrigação estão otimistas na Agrishow 2018 – 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, em Ribeirão Preto/SP. A feira conta com Pavilhão de Irrigação, uma área exclusiva para empresas de pequeno porte e startups apresentarem seus produtos e tecnologia para irrigação. Na parte destinada ao conhecimento, estão programados eventos e palestras da Bemad, da Lindsay, da Nelson, Netafim, da Rivulis, Senniger e do Sindag, durante os cinco dias da Agrishow.
“A principal razão pelo qual criamos o pavilhão foi abrir uma oportunidade às pequenas empresas, consultores, universidades, órgãos de pesquisa e startups, que já atuam, estão iniciando ou gostariam de atuar na área de irrigação. Nosso objetivo é difundir ainda mais as novas tecnologias e atrair um número maior de profissionais para fomentar o desenvolvimento de nosso mercado”, explica Marcus Tessler, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSEI/ABIMAQ).
A Vetro, de Ibaté (SP), que comercializa soluções inteligentes em fibra de vidro, aposta em bons negócios de tubulações, principalmente para irrigação de água e vinhaça no setor sucroalcooleiro. Segundo o gerente comercial, Eduardo Lucas Rodrigues, a empresa depende de projetos em parcerias com empresas de pivô central, pois seus equipamentos fazem a ligação do rio aos pivôs.
“Nosso produto tem resistência maior que os tubos de PVC, por exemplo”, comenta Rodrigues, sem projetar o volume de negócios, pois depende dos projetos com essas parcerias. A primeira participação foi em 2013, com 15 quilômetros de tubos negociados (cerca de R$ 3 milhões, na época).
No mesmo pavilhão, o gerente comercial Guilherme Souza está apresentando o produto Manna Irrigation Intelligence, do grupo israelense Rivulis (a sede no Brasil é em Uberlândia-MG), vendendo o serviço de gestão de irrigação. “Nosso sistema fornece diariamente informações sobre clima, desempenho da lavoura e prescrição de irrigação, tudo via satélite”, resume Souza. Essa prestação de serviço custa R$ 50/ha/ano e a meta é negociar R$ 500 mil na Agrishow, além de outro R$ 1 milhão em benefícios indiretos no reflexo de vendas. Há um ano e meio a empresa trabalha com clientes selecionados para gerar suporte cliente-ferramenta.
A Agrishow também conta com a participação de grandes empresas do setor de irrigação. A Irrigabrasil, de Pinhais (PR), mostra a barra irrigadora, que substitui o aspersor-canhão, trabalhando com baixa pressão e maior eficiência na aplicação, tanto para hortaliças quanto para cana. “Essa tecnologia chegou ao ponto máximo de desenvolvimento e estamos focando em mudas de cana pré-brotadas”, comenta o técnico da Irrigabrasil, Miguel Bento de Assis. Os principais negócios são com produtores de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. A empresa também acredita em bons negócios em fertirrigação (com o carretel Turbomaq) e com a bomba helicoidal.
A fábrica de pivô central Valley (da multinacional norte-americana Valmont), com sede em Uberaba (MG), no Brasil, aposta em repetir o desempenho de outras feiras – cerca de 20% do faturamento da empresa ocorre na Agrishow. Ela só não participou da primeira Agrishow e uma das apostas de 2018 é a telemetria, monitoramento com comando a distância (por celular ou wi-fi via rádio). “Nossa venda está com 70% ligada à telemetria”, diz o supervisor regional e vendas Carlos Augusto Ferreira. O custo do software é pela área de gerenciamento, seguindo cada projeto. “Trabalhamos também com instrução aos produtores”, emenda Ferreira.
A Agrishow começou na segunda (30) e termina na sexta-feira (4).

