Paris: Brasil tem uma das legislações ambientais mais duras do mundo, diz Maggi

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Foto: Facebook/Blairo Maggi

Um panorama do agro brasileiro foi apresentado à imprensa francesa, nesta terça-feira (22), em Paris, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Hoje, ressaltou o ministro, o país é quarto maior produtor mundial de alimentos e o segundo exportador global de produtos agropecuários. A agricultura, assinalou, ocupa 9% das terras do Brasil, e a pecuária, 13%. Desse pedaço território, a nação extrai 1,65 bilhão de toneladas de produtos por ano (celulose, café, laranja, banana, etanol, açúcar, milho e soja, entre outros).  

A conferência de imprensa, na Embaixada do Brasil na França, também contou com a participação do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e da presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), deputada Tereza Cristina. Durante o encontro com os jornalistas, a CNA lançou o sistema de rastreabilidade de carnes, o Agricultural Traceability System CNA Brasil (Agri Trace). A ferramenta permite fazer a gestão de protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária da cadeia produtiva da carne bovina.

Maggi destacou ainda que o Brasil tem uma legislação ambiental rigorosa. Talvez, pontuou, o “nosso Código Florestal seja um dos mais duros do mundo”. Acrescentou que os produtores são obrigados compulsoriamente a destinar áreas à preservação. “Na Região Norte, onde está a Amazônia, eles têm que preservar 80% das propriedades; no Centro-Oeste, 35%; e no Sul, 20%. Além disso, a nossa legislação proíbe qualquer alteração numa área de até 30 metros das margens do rios, córregos e nascentes.”

O ministro afirmou ainda que o país tem procurado resolver, ao longo dos anos, todos os problemas, não só ambientais, mas também os relacionados às normas trabalhistas e outras questões sociais. Paralelamente, ele enfatizou o crescimento do agro brasileiro nas últimas quatro décadas, impulsionado pela Embrapa – maior empresa de pesquisa de agricultura tropical do mundo. “Passamos de importador de alimentos para exportador.”

Segundo Maggi, isso teve um custo no cenário internacional. “Por muito tempo, o Brasil foi criticado pela rapidez do avanço no agro, sob alegação de não cuidar do meio ambiente, de ter trabalho escravo e de outras coisas que denegriram nossa imagem no exterior. Agora, sempre tivemos responsabilidade para corrigir os erros.” Até mesmo porque, salientou, o agro é fundamental para a país, “representando mais de um terço do Produto Interno Bruto [PIB]”.

O ministro da Agricultura, o presidente da CNA e a presidente da FPA participam, em Paris, da 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Nesta quinta-feira (24), o IEA vai reconhecer o Brasil como livre de febre aftosa com vacinação.

 

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