Morre em São Paulo o jornalista Audálio Dantas

audalio dantas
Foto: Agência Alesc

O jornalista, escritor e poete Audálio Dantas morreu nesta quarta-feira (30), aos 88 anos, no Hospital Premier, em São Paulo. Ele lutava contra um câncer de intestino desde 2015, quando foi operado – a doença atingiu fígado e pulmões e ele teve de ser internado em abril no centro médico. Deixa mulher, quatro filhos e netos.

O velório ocorre a partir das 22h desta quarta no Hospital Premier e prossegue na quinta (31), a partir das 11h, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530 – Vila Buarque). Segundo sua família, o corpo será cremado.

Dantas foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo em 1975, ano do assassinato do jornalista Vladimir Herzog. Foi um dos responsáveis por denunciar que Herzog foi torturado e morto no DOI-CODI, o que contrariava a versão oficial do governo, de suicídio.

Deixou o cargo em 1978, ano em que foi eleito deputado federal.

Carreira jornalística

Alagoano de Tanque D’Arca, Audálio começou sua carreira jornalística em 1954, como repórter do jornal “Folha da Manhã” (atual “Folha de S.Paulo”). Cinco anos depois, foi para a revista “O Cruzeiro”, onde foi redator e chefe de reportagem.

Também trabalhou em diversas publicações da Editora Abril, entre elas “Quatro Rodas”, “Veja” e a prestigiada “Realidade”. Foi chefe de redação da revista “Manchete” e editor da “Nova”.

Em 1981 recebeu o Prêmio de Defesa dos Direitos Humanos da ONU por sua atuação em prol da defesa dos direitos humanos. Em 1983, foi presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Foi diretor-executivo da revista Negócios da Comunicação, da Editora Segmento MC, de junho de 2008 a dezembro de 2014, quando passou a dedicar-se à produção de eventos culturais.

Lançou diversos livros, entre eles “As duas guerras de Vlado Herzog”, em que conta como o jornalista foi vítima dos nazistas na Iugoslávia, nos anos 1940, e das forças de repressão da ditadura militar brasileira.

Foi graças à sensibilidade do repórter Audálio Dantas que o mundo descobriu, na década de 1960, o livro “Quarto de despejo”, da escritora negra Carolina Maria de Jesus, moradora da favela paulistana do Canindé e catadora de lixo que teve sua obra traduzida para mais de 10 idiomas.

Da redação, com G1

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