Exportações do agro crescem quase 6% de janeiro a abril e somam US$ 30 bi

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Foto: Appa/Divulgação

Mesmo com as turbulências enfrentadas no comércio internacional neste início de ano, o agronegócio brasileiro continuou expandindo as vendas externas, indicam pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A receita acumulada de janeiro a abril com as exportações do agro foi de US$ 30 bilhões, representando mais de 40% das operações totais do comércio exterior do país.

No agregado, de janeiro a abril de 2018, frente ao mesmo período de 2017, os embarques dos produtos do setor cresceram quase 6%. Já os preços em dólar caíram 6% na mesma comparação, mas mostraram maior sustentação em abril. Ainda assim, o maior volume garantiu elevação de 2% no faturamento em dólar das exportações do agro nos primeiros quatro meses deste ano frente ao mesmo período de 2017 – em reais, o faturamento cresceu mais de 11%.

O bom resultado em volume no primeiro quadrimestre esteve atrelado à elevação dos embarques da maioria dos produtos do agronegócio, com destaque para milho, cuja quantidade exportada mais que dobrou entre o primeiro quadrimestre de 2017 e o mesmo período de 2018. Os principais destinos do milho brasileiro foram Irã, Egito, Espanha e Malásia.

Outros produtos do agronegócio que tiveram destaque no volume exportado foram algodão, suco de laranja, farelo de soja, carne bovina, frutas e óleo de soja. Os valores médios em dólar caíram um pouco, mas alguns produtos conseguiram preços mais altos, como os florestais, as frutas, o suco de laranja, algodão, farelo e soja em grão.

Destino

A China segue como principal parceira comercial do setor, mas têm uma pauta muito concentrada nos produtos do complexo da soja, com destaque para soja em grão. A Europa continua na segunda posição, e os Estados Unidos, na terceira. Segundo o Cepea, chama a atenção os países que compõem o grupo “outros”, com participação de 30% nas exportações brasileiras totais, com destaque para os asiáticos.

2018

Após ter colhido a maior safra de sua história em 2017, o país caminha para uma boa colheita também em 2018, o que mantém elevada a disponibilidade de produtos, tanto para consumo doméstico quanto para exportação. Pesquisadores do Cepea alertam que o que não se pode estimar ainda é o efeito sobre a oferta brasileira da recente paralisação logística (greve dos caminhoneiros). Há, também, o efeito do câmbio (a desvalorização do real), que, ao que tudo indica, deve se manter ao longo de 2018.

Esse contexto, segundo pesquisadores do Cepea, tende a elevar a atratividade das vendas externas e, consequentemente, as exportações. Os preços também podem se manter acima dos observados no ciclo anterior, dados os efeitos climáticos que já afetaram a oferta dos produtos agrícolas em importantes países produtores e exportadores, como a Argentina. A se confirmarem preços mais elevados e um real mais desvalorizado, o faturamento em dólar do setor pode continuar crescendo em 2018, desde que haja oferta suficiente para atender a uma demanda externa que continua firme.

Acesse aqui o boletim do Cepea com dados sobre as exportações do primeiro quadrimestre.

Da redação, com Cepea

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