Agricultura 4.0 é aposta para garantir sustentabilidade da cultura algodão

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Foto: Alan Santos/ PR

Com uma produção estimada em 1,95 milhão de toneladas de algodão em pluma – conforme o 9º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos 2017/18, divulgado nessa terça-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) –, a cotonicultura procura se modernizar cada vez mais no país. Em Mato Grosso, por exemplo, os cotonicultores apostam em técnicas emergentes, como a agricultura de precisão (AP), que adota tecnologias da informação e comunicação (TICs), para aumentar a produtividade e reduzir custos.

Com essa proposta, técnicos do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), de grandes grupos produtores e de empresas privadas discutem com pesquisadores da Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), projetos que permitam o uso de soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade de cultura. A reunião começou nessa terça (12) e termina nesta quarta-feira (13).

Uma das tecnologias em debate é o drone usado para captação de imagens aéreas multiespectrais e hiperespectrais, de alta resolução, com sensores infravermelho, capazes de identificar a variabilidade na lavoura para obtenção de retorno econômico e ambiental.

“As imagens, aliadas a uma boa técnica de geoprocessamento, identificam com precisão a existência de pragas e falhas, problemas de solo, áreas atingidas por erosão e assoreamento de rios, área atacada com nematoide, deficiência hídrica, porque um programa de computador indica com cores específicas esses problemas que provocam prejuízos nas propriedades”, explica o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Lúcio André de Castro Jorge.

O coordenador técnico de agricultura de precisão do IMAmt, Amando Pires Junior, destaca a importância de o grupo conhecer tecnologias disponíveis desenvolvidas na Embrapa Instrumentação e discutir a capacitação básica para o geoprocessamento de imagens obtidas por meio de drones.

Outro assunto em pauta são os avanços com o uso de veículos aéreos não tripulados em duas fazendas, a Farroupilha, de 52 hectares, no município mato-grossense de Pedra Preta, pertencente ao grupo Sementes Petrovina, no Núcleo Regional Sul, e Três Lagoas, com 200 hectares, no município de Sapezal, de propriedade do grupo Scheffer, no Núcleo Regional Noroeste.

A Embrapa Instrumentação já vem atuando em parceria com o Instituto Mato-grossense do Algodão há pelo menos uma década, com pesquisas envolvendo ciência do solo e agricultura de precisão, que deverá ser ampliada e fortalecida nesta fase mais recente.

Agora os pesquisadores do centro de pesquisa de São Carlos vão realizar um estudo sobre o algodão nas duas fazendas selecionadas em Mato Grosso, com o apoio do IMAmt. Eles esperam compreender o motivo pelo qual algumas áreas produzem de forma desigual.

Para o coordenador da Rede de Agricultura de Precisão, Ricardo Inamasu, com o avanço da agricultura brasileira e com o amadurecimento do tema e das geotecnologias, a agricultura de precisão desenvolveu metodologias que podem ser aplicadas nas culturas e regiões nas quais a variabilidade espacial está presente. Segundo ele, o emprego da técnica é baseado na aquisição de dados em escala e frequência adequadas, interpretação e análise desses dados, gestão e implementação de uma resposta a uma escala espacial e de tempo.

Estado potencializa uso de tecnologia

A busca por avanços tecnológicos garante a sustentabilidade da cultura e mantém a liderança do estado como maior produtor de algodão do Brasil.

Aproximadamente 40% da produção de Mato Grosso é consumida no mercado doméstico e o restante é exportado para países como Vietnã, Bangladesh, Indonésia, China e Coreia do Sul, entre outros.

Da redação, com Embrapa Instrumentação

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