Brasil e Vietnã estabelecem cooperação na área de agricultura

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Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, Ha Kong Tuan, assinaram nesta segunda-feira (2) memorando de entendimento com o objetivo de incentivar maior cooperação entre os dois países nas áreas relacionadas à agricultura.

Melhorar e facilitar a cooperação técnica entre cientistas e instituições de pesquisa e desenvolvimento agrícola é uma das atividades previstas no acordo, compreendendo intercâmbio de delegações de especialistas, cientistas e estagiários.

Está previsto também a troca de sementes e raças animais, de informações técnicas e documentos, além de organização conjunta de seminários técnicos, workshops, conferências, exposições setoriais, formulação e implementação de projetos de pesquisa.

O documento foi assinado no Ministério de Relações Exteriores (MRE), durante reunião com a comitiva vietnamita liderada pelo vice primeiro-ministro, Vuong Dinh Hue, integrada por sete vice-ministros, além do vice presidente do banco estatal, Nguyen Thi Hong, e da Câmara de Comércio e Indústria do país, Doan Duy Khuong. No início da tarde, Maggi recebeu a missão técnica em seu gabinete no Mapa.

“O comércio tem que ser ampliado entre as partes e anda quando a parte política decide que deve andar. Daqui para frente, os técnicos do Ministério da Agricultura, juntamente com os técnicos deles, buscarão harmonizar mais a legislação dos nossos certificados fitossanitários e fazer com os negócios aconteçam pelas mãos dos empresários, como deve ser feito”, disse o ministro.

Maggi lembrou que o Brasil importou no ano passado um pouco de café no sistema drawback do Vietnã. “Esse mercado está aberto, é uma consequência do mercado mundial. O Brasil não precisa importar a cada instante. Mas, em determinados momentos, fazer um blend nas empresas importadoras ajuda a indústria a ser competitiva lá fora. Os países não devem ser hermeticamente fechados porque senão ele fica do tamanho do seu mercado interno.”

O Vietnã, observou Maggi, tem 100 milhões de habitantes e território equivalente a 30% do Mato Grosso. “Trata-se de um mercado bem interessante e que pode resultar em ganhos para ambos os lados.”

Um grupo de trabalho conjunto composto por representantes do Brasil e do Vietnã será responsável por discutir e desenvolver programas sobre os assuntos de que trata o memorando.

Desde 1986, quando o Vietnã iniciou a abertura da economia, o país vem crescendo a taxas de mais de 7% ao ano. O país deixou de ser um dos países mais pobres do mundo, importador de arroz, e se transformou em modelo de crescimento e um dos maiores produtores e exportadores de arroz e maior produtor de café robusta, além de grande exportador de borracha, castanhas, pimenta e pescados. Está em franco processo de industrialização, urbanização e modernização.

Além de membro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), o Vietnã está entre os países emergentes mais atraentes para a realização de negócios e de investimentos. Tendo em vista a importância do Sudeste Asiático como polo produtivo e financeiro da economia global, o Brasil tem interesse na região, onde há oportunidades por causa de reciprocidades entre as economias.

Da redação, com Mapa

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