Brasil terá nova revolução verde, afirma presidente da CNA

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Foto: CNA/Divulgação

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse nesta segunda (23), no Global Agribusiness Forum (GAF 2018), em São Paulo, que o país terá uma nova “revolução verde”, que dará ao produtor rural novas ferramentas, a partir da conectividade no campo, para transformar o Brasil em um país ainda mais eficiente e sustentável na produção.

Em seu discurso, Martins afirmou que é preciso ter uma nova conceituação sobre a produção agropecuária brasileira, pois o produtor rural é, acima de tudo, um empresário rural. E as novas tecnologias vão tornar o Brasil um protagonista no processo produtivo.

“Acabou aquela mentalidade do passado em que o produtor não utilizava tecnologia. Nós passamos a utilizar tecnologia de ponta. Então, o que vai acontecer nos próximos anos? Nós vamos ter outra revolução na qual o Brasil vai ser não mais coadjuvante, mas participante ativo nessa próxima revolução verde”.

Segundo o presidente da CNA, a nova revolução verde não passa apenas por novos equipamentos, mas por novas tecnologias, como as de informática, que exigirão cada vez mais capacitação de produtores e trabalhadores no campo para o seu manuseio, além da conectividade no meio rural. Este desafio, ressaltou, será tão importante quanto o da infraestrutura para o escoamento da produção.

Novas tecnologias

“O mundo está esperando nos próximos anos que o Brasil detenha a maior fatia de fornecimento de alimento do mundo. Nós só teremos isso se capacitarmos os nossos produtores e nossos trabalhadores cada dia mais com novas tecnologias. E também se tivermos uma infraestrutura de escoamento mais eficiente”.

Neste contexto, alertou o presidente da CNA, será necessário inovar cada vez mais na agropecuária. E as tecnologias baseadas no acesso ao processamento da informação serão essenciais não apenas para o Brasil cumprir sua função social, como também para assegurar à população alimentos de qualidade, a preços mais acessíveis e continuar competitivo no comércio internacional.

João Martins disse ainda que o governo precisa entender as limitações do produtor rural, que tem carregado o peso de sustentar a economia do país. “Nossas limitações vão até onde começam as obrigações do governo. O governo precisa entender que o produtor está fazendo sua parte”.

Ele afirmou também que a sociedade precisa conhecer o papel da produção agropecuária brasileira e fez um apelo às entidades de classe para que façam “um mutirão” para levar esse conhecimento a toda a população.

“No mundo em que vivemos hoje, a única certeza é a mudança. Nós vamos fazer a nossa parte e, com certeza, vamos ter a nossa responsabilidade de fazer com que o mundo tenha cada vez mais alimento bom e a preço acessível”.

João Martins foi um dos palestrantes painel “Alimentação/fome: é possível acabar com a fome no mundo?”. O GAF 2018 ocorre hoje e nesta terça-feira, na capital paulista, e reúne autoridades e especialistas brasileiros e estrangeiros para debater os desafios e tendências do agronegócio e os desafios ligados ao desenvolvimento socioeconômico e à preservação do meio ambiente.

O evento é realizado pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), em parceria com as seguintes entidades: International Maize Alliance (Maizall); Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas); Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho); Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ); Fórum Nacional Sucroenergético; União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) e Datagro.

Da CNA      

AGROemDIA

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