Exportação dos Cafés do Brasil diferenciados cresce 11,6% no ano-safra 2017-2018

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

As exportações dos Cafés do Brasil diferenciados geraram US$ 1,04 bilhão de receita cambial, com um volume equivalente a 5,43 milhões de sacas vendidas no período de julho de 2017 a junho de 2018. Esse volume foi 11,6% superior ao exportado nos 12 meses anteriores, de 4,87 milhões de sacas de 60kg. Neste ano de 2018, de janeiro a junho, foram exportadas 2,47 milhões de sacas desse tipo de café, volume que representa crescimento de 13,7% em relação ao primeiro semestre de 2017, quando foram exportadas 2,17 milhões de sacas. Cafés diferenciados são considerados os que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis.

No ano-safra 2017-2018, o qual compreende o período de julho de 2017 a junho de 2018, os Cafés do Brasil diferenciados exportados obtiveram preço médio de US$ 191,77 para cada saca de 60kg, valor 27,9% superior ao preço médio dos cafés ‘naturais/médios’, que foi de US$ 149,99. Portanto, os cafés diferenciados foram exportados com preço médio adicional de US$ 41,78 por saca em relação aos cafés naturais/médios, ou seja, os cafés commodities tradicionais. Assim, a receita cambial e o volume exportado dos cafés diferenciados corresponderam a 21,4% e 17,9%, respectivamente, do total das exportações dos Cafés do Brasil, que atingiram US$ 4,25 bilhões e 30,29 milhões de sacas, no referido ano-safra.

Estes dados e análises, entre vários outros da performance do mercado internacional do café, de interesse do setor como um todo, constam do Relatório mensal junho 2018, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, o qual está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

De acordo com o Cecafé, os seis principais importadores dos cafés diferenciados do Brasil, nesse mesmo período objeto de análise, foram: EUA, em primeiro lugar, com 1.324.165 sacas de 60kg, que correspondem a 24,4% da exportação brasileira; Alemanha, em segundo lugar, com 723.254 sacas – 13,3% das exportações; Bélgica, em terceiro – 635.671 sacas (11,7%); Japão, quarto colocado, com 489.736 sacas (9%); Itália, quinto colocado, com 447.533 sacas (8,2%); e Reino Unido, em sexto lugar, com 314.131 sacas (5,8%). Os demais países importaram aproximadamente 610 mil sacas de cafés diferenciados, sendo responsáveis por 11,2% das compras desse produto brasileiro.

Especificamente com relação ao mês de junho de 2018, o Relatório do Cecafé apresenta mais uma informação relevante que é a “Participação % por qualidade nas exportações brasileiras de café”, com a seguinte composição por tipos de cafés: 77,3% – café arábica; 11,2% – café solúvel; e 11,4% – café robusta. E, por último, o café torrado e moído com uma modesta cifra percentual (menor que 0,1%) que completa os 100%. Nesse sentido, deve se destacar que neste mesmo mês citado foram exportadas 9.827 sacas de café arábica ‘especial ou gourmet’, com preço médio de US$ 210,78 para cada saca de 60kg, o qual foi 39% superior ao preço médio do café arábica (US$ 141,62).

Confira esses e outros dados relevantes da performance das exportações do setor cafeeiro no Relatório mensal junho 2018, do Cecafé. Como representante do setor privado, o Cecafé, juntamente com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, Conselho Nacional do Café – CNC, Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC, Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel – ABICS, faz parte do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Acesse aqui o site do Observatório do Café para ler na íntegra o relatório mensal junho 2018.

Da Embrapa

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