Banco da Amazônia destina R$ 3 bilhões para o Plano Safra da Região Norte

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Foto: Embrapa/Arquivo

Os agricultores da Região Amazônica contam de R$ 3 bilhões de crédito para o ciclo agrícola 2018/2019. Os recursos foram destinados pelo Banco da Amazônia (Basa) para o Plano Safra 2018/2019, que começou no último dia 1º de julho e vai até 30 de junho de 2019. Do total, R$ 400 milhões são para financiamento da agricultura familiar e R$ 2,6 bilhões para a agropecuária empresarial.

Segundo o presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, os recursos são direcionados para custeio agropecuária, inovação, máquinas, equipamentos, implementos, armazenagem e investimento.

“O banco também apoia projetos de conservação e proteção do meio ambiente, recuperação de áreas degradadas ou alteradas e desenvolvimento de atividades sustentáveis e iniciativas de inovação tecnológica nas propriedades rurais”, destaca o presidente da instituição, segundo site Ecos do Tocantins.

No Plano 2017/2018, o Banco da Amazônia aplicou mais de R$ 2,27 bilhões, um aumento de 24% em relação ao ciclo anterior, de R$ 1,70 bilhões. Nos últimos cinco anos, o banco liberou mais de R$ 13 bilhões em toda a região.

Taxas

As taxas de juros do Plano Safra 2018/2019 tiveram redução em relação à temporada passada, tornando-se mais atrativas para o mercado. Elas variam de 5,29% a 5,91% com bônus de adimplência, dependendo do porte e da receita do beneficiário.

“Para quem paga a parcela do FNO [Fundo Constitucional de Financiamento do Norte] em dia, o bônus pode chegar a 15%, dependendo do tipo do empreendimento e do porte do negócio”, reforçou o presidente do Basa.

Agricultura familiar

No último Plano Safra, a instituição aplicou R$ 373 milhões na agricultura familiar em toda a Amazônia, com recursos do FNO destinados ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). No plano atual, o montante passou para R$ 400 milhões.

A agricultura familiar da Região Amazônica tem importante participação na garantia da segurança alimentar, preservando os alimentos tradicionais, na proteção da agrobiodiversidade e no uso sustentável dos recursos naturais.

O Pronaf é destinado aos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, extrativistas, silvicultores (agricultores que cultivam florestas), pescadores artesanais (criadores de peixes, camarões etc.), jovens, mulheres, comunidades quilombolas e povos indígenas.

Para ser beneficiário do Pronaf, o agricultor familiar deve ter até quatro módulos fiscais de terra, conforme o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Além disso, 50% da renda precisa ser oriunda da atividade agropecuária, desenvolvida no próprio estabelecimento rural; a renda bruta não pode ultrapassar R$ 415 mil por ano; e o número de empregados tem que corresponder à mesma quantidade de pessoas que há na família.

Da redação, com Basa e site Eco do Tocantins

 

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