Especialista em confinamento mostra como garantir maior rentabilidade no negócio

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James Drouillard considera confinamentos como de primeira linha – Foto: Nutripura/Divulgação

Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país, com cerca de 30 milhões de cabeças. Do total, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA,) estima-se que este ano 681.488 sejam animais criados no sistema de confinamento. Focada em garantir maior rentabilidade para seus clientes que trabalham com sistema de confinamento, a Nutripura – empresa especializada em nutrição animal e pastagens – trouxe para o Brasil o pesquisador da Kansas State University, nos Estados Unidos, o especialista em nutrição animal e professor doutor James Drouillard para analisar in loco, passo a passo, como o sistema vem sendo desenvolvido nas fazendas atendidas pela empresa.

O professor passou por 18 confinamentos parceiros da Nutripura em MT e uma fazenda em Rondônia. Ele teve a oportunidade de acompanhar 150 mil dos 200 mil animais atendidos pela empresa. Com mais de 30 anos de experiência no assunto, o especialista apresentou no 2º Encontro de Confinadores – Nutripura um resumo das visitas, visando resultados ainda melhores.

“Foi uma visita fantástica. Vi muitas estruturas de confinamento de primeira linha. Variando, claro, em tamanho. Os animais também são bem diferentes dos do meu estado natal (Kansas, EUA), mas também há muita similaridade entre o negócio aqui e o negócio nos Estados Unidos”, relatou James Drouillard. Ele destacou ainda que, nesse período, falou muito com os produtores sobre processamento de grãos, preservação dos alimentos, gestão de pessoas e manejo do gado, entre outros pontos que podem contribuir para um negócio mais lucrativo.

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MT tem o maior rebanho bovino do país – Foto: Nutripura/Divulgação

Gasto

Em uma das fazendas, o professor percebeu problemas na moagem do milho e explicou: “O grão de milho que representa 50% da dieta do boi teve alta no preço e o produtor não quer desperdiçar para não jogar dinheiro fora. Portanto, é fundamental processar bem o grão para que seja absorvido pelo animal e não descartado nas fezes. O gasto com o confinamento está alto. Logo, toda economia é bem-vinda”.

James Drouillard ressaltou também que com uma pequena mudança no moinho, instalando um air lift, o produtor poderia reduzir em 20% a 25%, o consumo de energia e, ao mesmo tempo, melhorar o processamento do milho obtendo partículas mais uniformes, aumentando, assim, a eficiência de moagem e dos animais.

A visita do especialista da Kansas State University, membro do Conselho técnico Nutripura, às propriedades faz parte do programa de consultoria ofertado pela Nutripura para seus clientes.

Para Alberto Zuzzi, proprietário da fazenda Morro Branco, localizada no município de Porto Esperidião, o professor conseguiu simplificar o que para eles parecia complexo. “Ele explicou como cuidar da água, como cuidar da ração, falou sobre a silagem, sobre planejamento. No caso da água, mesmo se tratando de um animal, o professor ressaltou que ele precisa de água de qualidade”, explica o produtor. Ele enfatizou ainda a importância da consultoria oferecida pela Nutripura, que consegue interagir com os colaboradores, despertando o interesse em aperfeiçoar o trabalho realizado.

Já o gerente da Agropecuária Itapajé, Hélio Abrão Gazzola, pontuou a importância das dicas sobre silagem. Segundo ele, as alterações sugeridas vão diminuir as perdas e resultar em mais eficiência. “Só temos a ganhar com essa parceria com a Nutripura, pois a empresa além de vender os produtos, oferece consultoria com o intuito de alcançar os melhores resultados possíveis”.

O pesquisador da Kansas State University já esteve pelo menos outras três vezes no Mato Grosso a convite da Nutripura e destacou que, nesses anos, percebeu uma mudança inacreditável em alguns dos confinamentos. “Eles apenas se tornaram muito melhores. A Nutripura é muito comprometida com seus clientes. Além de estrutura de pesquisa de ponta, a empresa montou um grande time técnico e está capacitando continuamente sua equipe para que eles se tornem cada vez melhores”, observou o americano.

O diretor da Nutripura, Luciano Resende, explica que durante as visitas foram apontados os pontos de melhorias e como atingir melhores resultados. “Foram dias muito produtivos de interação e desafios. Nosso objetivo é colocar os confinamentos atendidos pela empresa entre os melhores do mundo. Segundo o professor já temos cinco dos 18 visitados nesse patamar e vamos trabalhar para colocar todos lá.”

 

 

AGROemDIA

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