Paraná pode parar de vacinar rebanho contra aftosa em 2019

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Guilherme Marques: PR tem condições de antecipar retirada da vacinação – Paulo Lázaro/Mapa

O Paraná pode antecipar de 2021 para maio do ano que vem a retirada da vacinação contra a febre aftosa, caso faça alguns ajustes, como melhorias em postos fiscais. Para que as providências possam ser tomadas, o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviará ao estado, ainda este mês, o relatório das inconformidades constatadas em duas auditorias feitas neste ano.

Se o Mapa entender que os ajustes seguiram as suas recomendações, assinala o diretor do DSA, o Paraná será autorizado a começar a retirada da vacinação em sete meses, junto com o Acre, Rondônia, parte do Amazonas e de Mato Grosso, estados que fazem parte do chamado bloco 1 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Atualmente o PR, que tem rebanho de 9,5 milhões de bovinos, faz parte do bloco 5 do PNEFA, cuja retirada da vacina está prevista para 2021.

Nesta semana, integrantes do DSA e representantes dos 26 estados e do Distrito Federal estiveram reunidos na Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), em Brasília, para avaliar o primeiro ano de execução do PNEFA (2017/2026). Para dar suporte ao programa, destaca Marques, a SDA busca apoio do Congresso Nacional para destinar emendas parlamentares que garantam R$ 150 milhões à defesa agropecuária. Do total, R$ 100 milhões serão direcionados à saúde animal nos estados.

O chefe da Divisão de Febre Aftosa do Mapa, Diego Viali, informa que o cronograma do PNEFA está sendo executado conforme o previsto, com os estados do bloco 1 realizando as ações esperadas. Também estão sendo tomadas as medidas para organizar os blocos 2 e 3. Do 2, fazem parte Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. O 3 é integrado por Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Controle de trânsito

O Mapa considera possível antecipar o fim da vacinação no Paraná, cabendo ao governo local decidir por acelerar o processo. Os pontos que o Mapa está focando no estado são a estruturação dos postos fixos de entrada e saída de animais nas áreas de divisas e o controle de trânsito. Isto porque o PR terá que garantir que os animais e seus produtos e subprodutos estão sendo fiscalizados. Precisará ainda ter maior controle e vigilância quando não houver mais a proteção da vacinação.

A chefe da Seção de Saúde Animal da Superintendência Federal da Agricultura do PR, Juliana Azevedo Castro, lembrou que “o estado foi submetido em janeiro à auditoria do Programa Quali SV – Qualidade e Serviço Veterinário”, com boa avaliação.

Durante o ano, o serviço veterinário estadual pediu ao DSA uma auditoria nos postos de divisa com São Paulo e Mato Grosso do Sul para saber a condição desses locais. A auditoria foi feita no começo de setembro, quando foram visitados todos os postos das divisas entre os dois estados. O Paraná tem 33 postos nas fronteiras com SP, MS e Santa Catarina.

Da redação, com o Mapa

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