Pesquisador dos EUA destaca avanço da agricultura de precisão brasileira

 

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Kenneth Sudduth, pesquisador do USDA, fez palestra no ConBap 2018 – Agata Foto e Vídeo

A agricultura de precisão brasileira está num escontágio quase tão avançado quanto à norte-americana, segundo o pesquisador do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) Kenneth Sudduth. Ele foi um dos especialistas que participaram do Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP 2018), realizado de terça (2) a quarta-feira (4) desta semana, em Curitiba.

Em conferência durante o evento, promovido pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP), Sudduth traçou um panorama da agricultura de precisão nos Estados Unidos. Nos debates sobre o tema, ele disse que a agricultura de precisão brasileira não fica muito atrás das técnicas utilizadas em seu país.

Uma das técnicas destacadas por Sudduth foi a da condutividade elétrica do solo, por meio da qual é possível obter, de forma prática e rápida, parâmetros como textura e umidade do solo. Segundo ele, a estimativa é que 10% dos produtores dos EUA já usem tal instrumento de análise de solo. No Brasil, apesar de ainda ser muito incipiente, a prática já é bem conhecida pelos agricultores.

“A principal vantagem é que a nova solução possibilita fazer uma rápida caracterização do solo numa área relativamente extensa para, em seguida, aprimorar a avaliação com análise convencional de solo apenas nos locais previamente identificados pela condutividade elétrica do solo”, ressaltou o engenheiro Marcio Albuquerque, diretor da Falker, empresa que desenvolveu e fabrica um equipamento destinado ao teste de condutividade de solo.

Valor das informações

O pesquisador do USDA observou ainda que entre os produtores dos EUA há certa indefinição quando à adoção da agricultura de precisão. “Muitos agricultores não conseguem enxergar valor nas informações fornecidas pelos instrumentos da agricultura de precisão. Um exemplo disso é a desconfiança quando a parâmetros que apontam para a necessidade de aplicação de fosfato ou potássio em suas lavouras.”

Para Sudduth, muitas vezes as prescrições previstas pelos instrumentos de agricultura de precisão não têm o efeito esperado, porque o produtor não acredita nas soluções. “E todos nós sabemos que o processo envolvido na ferramenta exige parceria entre o produtor, o agrônomo e os consultores”, enfatizou o pesquisador, que presidiu a International Society of Precision Agriculture (ISPA) de 2014 a 2016.

O desenvolvimento da agricultura de precisão brasileira deve-se à pesquisa e à inovação, impulsionada nos últimos anos pelo surgimento de empresas inovadoras que estão se dedicando ao setor.

O segmento também tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Divisão de Agricultura de Precisão e Novos Insumos, coordenada pelo engenheiro agrônomo Fabrício Juntolli.  Além de políticas públicas voltadas à modernização do setor, o Mapa é parceiro, ao longo dos anos, de eventos como o ConBAP 2018, que possibilitam a troca de informações entre pesquisadores, produtores e demais profissionais envolvidos com a agricultura de precisão.

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