Nabhan Garcia, homem forte de Bolsonaro no agronegócio

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Presidente da UDR é muito próximo de Jair Bolsonaro – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por João Carlos Rodrigues/AGROemDIA

Embora o presidente eleito Jair Bolsonaro ainda não tenha anunciado o futuro ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, um dos nomes mais fortes do setor no governo que assume a partir de 1º de janeiro de 2019 já é conhecido. É Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Nacional (UDR), um dos cotados para integrar o chamado “núcleo duro” do governo Bolsonaro. Caso isso se confirme, Nabhan será figura importante na tomada de decisões das políticas públicas voltadas ao agronegócio.

Uma das primeiras lideranças do setor a apoiar a candidatura de Bolsonaro, ainda quando poucos acreditavam em sua eleição, Nabhan é um dos representantes da chamada base agrícola. A aproximação entre os dois se fortaleceu mais após a facada sofrida pelo presidente eleito, durante a campanha, em Juiz de Fora (MG). Desde então, o dirigente da UDR é visto com frequência ao lado de Bolsonaro.

Recentemente, por exemplo, Nabhan se reuniu com o presidente eleito, no Rio, e, na saída, anunciou que não havia decisão sobre a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Pouco depois, Bolsonaro confirmou que nada estava definido sobre a unificação e praticamente descartou a proposta. Isso reforçou a imagem de Nabhan como um dos principais interlocutores de Bolsonaro no agronegócio.

Aliás, o presidente da UDR foi um dos primeiros nomes especulados para comandar o Ministério da Agricultura. Entretanto, Bolsonaro tem dito que a escolha passará pela avaliação do setor. Ou seja, além da base agrícola, o presidente eleito também deve conversar ainda mais com a representação institucional do agro, principalmente a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e outras entidades da agropecuária.

Nos últimos dias, o setor agrícola tem manifestado preferência por um nome com perfil técnico ou de um empresário com experiência no agro. O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, chegou a afirmar que político não deveria ser ministro agora. Essa posição pode favorecer Bolsonaro na indicação de alguém que tenha bom trânsito tanto com a base agrícola quanto com a representação institucional.

Independentemente da escolha do nome do próximo ministro da Agricultura, Nabhan deverá ter protagonismo no governo nas questões relacionadas ao agro e ao meio ambiente. O presidente da UDR é cotado para integrar o núcleo estratégico da gestão Bolsonaro, do qual também devem fazer parte o general da Augusto Heleno, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, os futuros ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o advogado Gustavo Bebianno. Por isso, é muito provável que Nabhan também seja decisivo na formação da futura estrutura de comando do Ministério da Agricultura.

AGROemDIA

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