Regulamentada fiscalização agropecuária com cães farejadores

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Cães farejadores terão centro de treinamento em Brasília – Carlos Silva/Mapa

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, assinou nesta segunda-feira (26) instrução normativa que regulamenta o emprego de cães de detecção de odores (farejadores) nos procedimentos de fiscalização agropecuária.

O cão Léo, que fiscaliza voos internacionais que chegam em Brasília, foi levado por servidores do Mapa para o gabinete do ministro no momento do ato de assinatura da portaria. Léo também circulou pelo ministério, recebeu afagos e foi muito fotografado.

A versatilidade desses animais é considerada grande, já que são capazes de vistoriar também correspondência, cargas, drogas e explosivos. O cão pode trabalhar ao longo do dia, com pequenos intervalos, reconhecendo cerca de 80 tipos de odores diferentes.

A instrução normativa também estabelece o Centro Nacional de Cães de Detecção (CNCD), que será construído no terreno do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em Brasília. O centro será responsável por treinar cães de detecção para atuar nos aeroportos de todo o país. O objetivo é reforçar os mecanismos de controle e fiscalização agropecuária.

Segundo o coordenador-geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Fernando Mendes, o Ministério Público do Distrito Federal vai doar 10 cães para serem treinados e destinados para atuação nos aeroportos do país.

“É uma forma de reforçar a fiscalização sem impactar as operações dos terminais, pois as bagagens são farejadas antes de caírem nas esteiras dos aeroportos”, assinalou Mendes.

O treinamento será feito em grupos de três cães por vez. Nesta terça-feira (27) deverão ser selecionados os três primeiros cães para serem treinados e atuarem nos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e em Belém (PA). Em dois anos, todos os cães poderão atuar na fiscalização.

Os terminais de Guarulhos e do Galeão foram escolhidos pelo grande movimento de passageiros. E o terminal Júlio Cesar Ribeiro, em Belém, para fazer o controle da entrada de frutas, evitando a disseminação da mosca da carambola.

Os cães também deverão atuar na fiscalização nas fronteiras dos estados que iniciarem a retirada da vacinação contra a febre aftosa, a partir do próximo ano: Acre, Rondônia e Paraná. Eles vão monitorar a entrada de produtos de origem animal e evitar a entrada da febre aftosa no país.

 

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