Tanabêz, a nova raça bovina do Nordeste desenvolvida na Bahia

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Tabanêz é resultado do cruzamento de zebu com gado europeu – Divulgação

Rústica e precoce, com dupla aptidão para ser criada exclusivamente a pasto, sobretudo no Semiárido nordestino. Assim é a Tabanêz, raça bovina que nasce na Bahia para impulsionar ainda mais a pecuária na região. A Tabanêz foi desenvolvida pela Eujácio Simões Agropecuaria (ESAL), que atua no ramo de genética bovina no território baiano desde 1955.    

Resultado do cruzamento de zebu com gado europeu, a Tabanêz é desenvolvida há 10 anos, na Fazenda Estrela do Oriente, no distrito de Palmares, em Itapetinga. Segundo a ESAL, a raça busca superar a incapacidade dos animais já existentes na região em sobreviver em igualdade de condições, o que normalmente exige suplementação alimentar e inviabilliza a atividade econômica.

A Tabanêz tem como base o plantel Tabapuã   ES, formado ao longo de 60 anos, inicialmente como Mocho Nacional, reconhecido pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), em 1971, para formação da nova raça, com controle genealógico.

A ESAL utiliza tecnologia de ponta na reprodução, tendo adotado à IA há mais de 40 anos, e, posteriormente, TE e FIV, quando se tornaram viáveis economicamente. Entre as várias seleções de raças ES, o touro Maranhense de Tabapuã, campeão várias exposições agropecuárias, foi pioneiro em coleta de sêmen, ocorrida há mais de 30 anos, na Central Cabana da Ponte, em Itororó.

As Tabanezes, filhas de holandês vermelho, nascem com pelagem de cor alaranjada. Quando cobertas por animais de pelagem branca, elas têm cor amarela. Já as cobertas por holandês preto nascem da mesma cor ou com manchas brancas, vindo a alcançar 300 quilos em 20 meses, em regime de pasto, ficando prenhes, no máximo, aos 24 meses, seja com utilização de monta ou IA.

Na região de Itapetinga, há mais de 200 tabanezes, distribuídas em várias pequenas propriedades, produzindo exclusivamente em regime de pasto formado de capim colonião, brachiara e sempre verde, no mínimo, 10 litros por dia, com 300 dias em lactação.

Quanto à reprodução, as Tabanezes são proliferas, tendo, em média, quatro filhos no período de cinco anos. A segunda gestão, informa a ESAL, inicia-se, no máximo, aos 90 dias após o parto. “Em relação ao tipo do produto, tem-se dupla oportunidade, podendo obter um animal com 3/4 de sangue leiteiro ou de corte com 3/4 de zebu. Os cruzamentos com Nelore e Guzera resultam em bezerros que alcançam, em média, 200 quilos ao desmame.”

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