Embrapa recomenda vedar a pastagem e reservar alimento para a seca

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Pecuarista deve se planejar para ter alimentação para o gado no inverno – Gisele Rosso/Embrapa

Para garantir alimentação a um custo baixo para o rebanho na estação seca, o produtor precisa planejar. Uma das alternativas mais simples e baratas é o diferimento do uso de pastagem. Segundo a pesquisadora Patrícia Menezes Santos, recomenda-se vedar parte da área de pasto no terço final do verão para ser pastejada pelo gado durante o inverno.

O principal benefício do diferimento da pastagem é aumentar a capacidade de suporte na fazenda. No caso de falta alimento, os animais perdem peso e, por conta do super pastejo, o pasto entra em processo de degradação.

Em um sistema de produção, o número de bovinos deve ser ajustado de acordo com a disponibilidade de alimento. Muitos vendem o gado no início do inverno. Dessa forma, as taxas de lotação passam a ser muito baixas no período.

Uma das primeiras tecnologias para começar o processo de intensificação do sistema de produção é realizar a vedação de parte da área. Assim, acumula-se uma boa quantidade de capim para ser consumida na estação seca, aumentando a capacidade de suporte da fazenda no período seco.

No entanto, a qualidade desse alimento é considerada baixa. Para resolver esse inconveniente, o produtor deverá fornecer suplementação aos animais para corrigir dietas desbalanceadas.

Uma dica da pesquisadora é vedar os pastos em duas etapas. A parte que for vedada primeiro deve ser utilizada antes. “Por exemplo, o produtor pode vedar parte do pasto em fevereiro para usar em junho e julho, e outra em março para ser usada em agosto e setembro”, explica Patrícia. Mas, ela alerta, para fazer o escalonamento é necessário que o produtor saiba gerenciar esse processo na fazenda, planejar e executar.

Outra preocupação do pecuarista deve ser em relação à espécie forrageira para a vedação. O capim precisa apresentar bom potencial de crescimento e manter o valor nutritivo no período de vedação. “As braquiárias são as mais indicadas. As forrageiras que florescem em maio e formam muitos talos não são recomendadas”, diz a pesquisadora.

Para quem está pensando em usar esta alternativa para ter comida para os animais no inverno, o primeiro passo é definir quanto de área é preciso vedar. Esse cálculo pode ser feito com base na projeção do número de animais que será mantido na área e nas características das pastagens (tamanho de cada pasto, tipo de capim, condição do pasto e se há possibilidade de utilizar adubação). Ainda, é preciso definir as épocas de vedação e utilização de cada pasto.

Da Embrapa Pecuária Sudeste

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Um comentário em “Embrapa recomenda vedar a pastagem e reservar alimento para a seca

  • 27 de fevereiro de 2019 em 08:59
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    Essa questão do deferimento não está bem equacionada, da forma que é colocada, para ter áreas a serem deferidas o produtor teria que trabalhar com uma taxa de lotação baixa o que o deixaria mal na produtividade perante os órgãos que classificam as propriedades como improdutivas, e aí?

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