Decisões de Bolsonaro reforçam apoio do agro e de caminhoneiros ao governo

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Bolsonaro com representantes de  países islâmicos – Alan Santos/PR

Na semana em que seu governo completou 100 dias, o presidente Jair Bolsonaro fez três gols para alegrar a sua torcida e aborrecer ainda mais os adversários. Primeiro, avisou que é a favor da votação pelo Congresso Nacional de projeto de lei que acabe com o passivo do Funrural. Depois, reuniu-se com 37 embaixadores de países islâmicos para reafirmar que o Brasil quer fazer negócios com todos os mercados e desfazer mal-entendidos turbinados pelos corneteiros. Por fim, travou o reajuste de 5,74 % no preço do diesel nas refinarias, que poderia levar os caminhoneiros a paralisar o país pela segunda vez em menos de um ano.

Com esses movimentos, Bolsonaro se fortaleceu ainda mais entre dois segmentos fundamentais para a sua chegada ao Palácio do Planalto: os produtores rurais e os caminhoneiros. Esses setores estiveram entre os primeiros a engrossar as fileiras do bolsonarismo e foram decisivos para espalhar a onda verde e amarelo que chegou ao ápice com a eleição de Bolsonaro.

O fim do passivo do Funrural é uma das principais reivindicações dos produtores rurais. Eles dizem que a dívida, considerada impagável, é resultado da insegurança jurídica criada pelo STF. Em 2010, a Corte declarou o tributo inconstitucional, mas o considerou constitucional em 2017. Nesse período, muitos agropecuaristas deixaram de recolher o imposto amparados pela decisão do STF. Como o Supremo mudou de posição, o setor rural vê a cobrança como injusta e não reconhece o passivo.

Na luta contra o Funrural, os produtores contaram com o apoio do ainda deputado federal Bolsonaro. Tanto que ele foi o único dos candidatos a presidente a participar de manifestação, em Brasília, no ano passado, contra a cobrança retrativa do tributo. Agora, Bolsonaro reitera seu posicionamento favorável à votação de projeto que resolva o problema.

Outro gol de Bolsonaro foi o jantar com os embaixadores dos países islâmicos, na 4ª-feira (10). O encontro, articulado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), serviu para o presidente reforçar que a abertura do escritório comercial do Brasil em Jerusalém não interfere nas relações com os países islâmicos, importantes compradores de alimentos do agro nacional.

O Brasil “está de braços abertos” a todos os países, disse Bolsonaro, durante o jantar. “Que esses laços comerciais cada vez mais se transformem em laços de amizade, de respeito e de fraternidade”, acrescentou o presidente em vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto.

Com o encontro, Bolsonaro tranquilizou os produtores e exportadores do agro, que andavam temorosos com a possibilidade de esfriamento nas relações do Brasil com os países islâmicos, o que poderia trazer prejuízos às vendas externas do setor.

No encerramento da semana, Bolsonaro mandou outra bola para o fundo da rede. A suspensão do reajuste do óleo diesel livrou o país de uma possível reação mais forte dos caminhoneiros. Assim, o presidente pôs fim a qualquer tentativa de articulação de uma nova greve no transporte de cargas. Uma decisão sensata de Bolsonaro, apesar das reações exacerbadas do hipersensível mercado, que também contribuiu para não elevar ainda mais o custo de produção na cadeia do agro.

 

 

 

 

 

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2 comentários em “Decisões de Bolsonaro reforçam apoio do agro e de caminhoneiros ao governo

  • 15 de abril de 2019 em 06:30
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    Sabedoria tem remédio sim Deus acima de tudo novos tempos estabilidade no combustível sim e dele que depende todos se tem que subsidiar que seja pois nan pode acabar com os caminhoneiro e deixar só as empresas elas se tornaria jbs . Monopólios da carnê sem concorrência 😪

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  • 1 de maio de 2019 em 11:30
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    Depois o diesel subiu e continua subindo, ou seja como vam sobreviver os caminhoneiros? Estamos sendo esmagados e ninguem faz nada, vou insistir mais este ano, se nao fizerem nada vou vender limao no semaforo….
    Obrigado sr Presidente por me da opçao de vender algo no farol…..

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