Nova fronteira agrícola da soja, noroeste paulista projeta aumento da área plantada

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Rotação com a cana impulsiona lavouras de soja no noroeste paulista – Divulgação

Apontada como a nova fronteira agrícola da soja no país, a migrorregião de Jales, no noroeste de São Paulo, aposta no desprendimento dos produtores rurais, aliado à assistência técnica, para expandir o cultivo da oleaginosa. No ciclo 2018/19, a área plantada da região aumentou 52% em relação ao período anterior, saltando de 1.150 para 2.400 hectares. A expectativa para a safra 2019/2020 é que a área cresça entre 20% e 30%.

Para ampliar o conhecimento sobre a cultura, os sojicultores locais já se programam para participar da próxima edição do Encontro dos Produtores de Grãos do Noroeste Paulista (Eprogrãos), no dia 11 de julho, no Sítio Boa Vista (Rodovia Odilon Nogueira, entre Mesópolis e Paranapuã). Além de trocar informações sobre o desenvolvimento da cultura na região, eles terão orientação técnica sobre como obter maior rendimento nas lavouras de soja.

Idealizador do Eprogrãos, o sojicultor Edivaldo Manttuy acredita que é possível ampliar muito, nos próximos anos, a área cultivada e a produção de soja no noroeste paulista. Para tanto, acrescenta, o apoio da assistência técnica, por meio de empresas públicas e privadas de pesquisa e extensão rural, é fundamental para que os produtores aprendam como fazer um bom manejo da cultura e quais as variedades mais indicadas para a região.

A expectativa de Manttuy é que entre 350 e 400 pessoas participem da 2º Eprogrãos, superando o público da primeira edição do evento, realizada no dia 5 de julho do ano passado.

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Produtores da região buscam conhecimento sobre cultivo de soja – Divulgação

Sistema de rotação

O plantio da soja na microrregião de Jales é feito em áreas de cana-de-açúcar em repouso ou área de pastagens degradadas ou em recuperação. A maior parte da área ocupada pela oleaginosa é arrendada pelos sojicultores de usinas canavieiras. As parcerias com os canavicultores, via sistema de rotação, permitiu a expansão do cultivo de soja sobre a palhada da cana.

“É um sistema mais viável do que o convencional, porque o solo já está mais corrigido e, inclusive, está mais protegido pela camada de palha deixada pela cana. A produtividade média de soja é de cerca de 60 sacas por hectare, com picos de 72 a 75 sacas/ha em alguns casos”, diz Manttuy, que faz parte do grupo de 30 produtores da microrregião de Jales que se dedica ao plantio da oleaginosa.

O plantio de soja sobre a palhada de cana foi tema de Dia de Campo realizado no fim do mês passado, com apoio da Aprosoja São Paulo, prefeitura de Paranapuã e empresas privadas. Cerca de 150 pessoas, entre produtores, técnicos e estudantes participaram do evento.

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