Em consulta pública da Anvisa, SRB defende uso do glifosato

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Entidade diz que substância é importante para a eficiência da produção brasileira – Pixabay

O registro e comercialização do ingrediente ativo glifosato em defensivos agrícolas é importante para dar mais segurança e eficiência à produção brasileira. Isso foi que o defendeu a Sociedade Rural Brasileira (SRB) ao responder à consulta púbica da Anvisa que trata da manutenção da substância.  A SRB também está mobilizando produtores rurais de todas as regiões para que participem da consulta pública. O prazo para enviar a contribuição à Anvisa vai até o próximo dia 6 de junho.

Em sua manifestação, enviada à Anvisa no dia 2 de maio, a SRB alega que a suspensão do glifosato representa prejuízo de mais de R$ 25 bilhões para a balança comercial brasileira, com risco de desabastecimento interno, quebra da produtividade e perda de competitividade no mercado externo. O valor foi apresentado em dezembro do ano passado pelo desembargador federal Kassio Marques, do TRF-1, quando derrubou liminar impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) para suspender a substância.

A SRB aponta que o custo de produção por hectare de lavoura aumentaria consideravelmente sem a substância. A redução da rentabilidade representaria para os produtores retração da área plantada e queda na produção. “O atual cenário brasileiro reforça o sentido de urgência em garantir segurança jurídica ao produtor, visto que a proibição do glifosato sensibilizaria integralmente as dinâmicas de produção”, afirma a entidade.

Na consulta pública, a entidade também citou a perda de competitividade do agronegócio brasileiro nos principais mercados internacionais, já que outros países produtores de commodities continuariam a utilizar o glifosato e a se beneficiar da efetividade do defensivo. Um estudo da LCA Consultoria estimou perdas de R$ 221,8 bi na produção de soja, R$ 184,9 bi nas safras de milho e R$ 21,4 bi nas plantações de algodão ao longo da próxima década.

Baixo risco à saúde

Ainda de acordo com a entidade, não existem justificativas plausíveis para a proibição da substância, já aprovada por todos os órgãos competentes, inclusive a Anvisa, mediante rígidos estudos técnicos. “A aplicação correta, feita com os equipamentos de proteção individual como jaleco, botas impermeáveis, luvas e respirador é extremamente segura”, diz o presidente da entidade, Marcelo Vieira.

No fim do ano passado, a SRB divulgou um levantamento da Unicamp sobre os riscos de contaminação e danos à saúde de quem atua diretamente com glifosato. O estudo, que envolveu 30 trabalhadores rurais de uma das principais regiões produtoras de grãos de Mato Grosso, constatou traços do produto em 11% das amostras e, ainda assim, em quantidades inferiores aos limites estabelecidos pela Anvisa.

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