Agro vai às ruas no domingo em defesa das reformas

Produtores rurais de várias partes país vão às ruas neste domingo (26) para reafirmar seu apoio às reformas da Previdência e tributária e ao pacote anticrime. Precursor na defesa pública das reformas propostas pelo governo Bolsonaro, com a realização de ato durante a AgroBrasília, no último dia 18, o Movimento Brasil Verde e Amarelo (MBVA) já confirmou participação nas manifestações programadas para Brasília, Barreiras (BA), Campo Grande (MS), Florianópolis, Jataí (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Maceió.
Conforme Jeferson Rocha, diretor Jurídico da Andaterra – uma das entidades do agro responsáveis pela coordenação nacional do movimento –, grupos de produtores rurais de outras partes do país devem anunciar, até sábado (25), a participação nas manifestações em apoio às medidas propostas pelo governo. Nos locais onde a participação já está agendada, os agricultores usarão e distribuirão camisetas do movimento.
Em Campo Grande, o MBVA levará um trio elétrico à Avenida Afonso Pena. O carro de som terá um banner de 1,90m x 1,90m com a inscrição “O Agro defende as reformas”. A manifestação ocorrerá a partir das 15h30, em frente à sede do Ministério Público Federal em MS e contará com a participação de políticos do PSL, como a senadora Soraya Thronicke e o deputado estadual Capitão Contar.
De acordo com o pecuarista Júlio Nunes, da coordenação nacional da MBVA, a manifestação em apoio às reformas em Campo Grande está sendo articulada junto com os movimentos QG Voluntários do Bolsonaro e Pátria Livre. Os três grupos, lembra Nunes, organizaram a maior carreata do país pró-Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado.
Emprego, renda e investimentos
Jeferson Rocha enfatiza a importância das medidas propostas pelo governo para tirar da estagnação a economia do país. “As reformas são fundamentais para o país superar a crise e voltar a gerar emprego e renda e atrair investimentos. O agro tem pressa de crescer.”
A reforma da Previdência, ressalta Jeferson Rocha, permitirá reequilibrar as contas públicas e a tributária reduzirá a carga de impostos, criando um ambiente de negócios mais favorável ao setor produtivo, com a queda dos custos de produção.
“A nossa carga tributária é escorchante: PIS/Cofins, CCLL, IPI, II; no caso do rural, Funrural, SAT, Senat, Incra.” Ele também considera fundamental acabar com a concentração bancária para estimular a concorrência no setor e baixar os juros.

