FPA e Itamaraty querem reforçar a imagem do agro brasileiro no exterior

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FPA/Divulgação

A agropecuária deve trazer US$ 30 bilhões extras em divisas para o Brasil em 10 anos. Ao todo, o agronegócio injetará no país, neste período, US$ 1,1 trilhão. Os números são de estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e foram apresentados durante o seminário “Diplomacia do Agronegócio”, realizado nessa quinta-feira (13) no Itamaraty, em Brasília. Uma das conclusões do evento foi a necessidade de intensificar a promoção da imagem do agro no exterior.

O evento foi organizado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Fundação Alexandre de Gusmão. Segundo o presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), o diálogo com o MRE é fundamental num país como o Brasil, com enorme fronteira de exportação.

“O desafio a que nos propomos não tem pretensão de ser algo que represente uma modificação estratégica e radical. O que nós queremos, na verdade, é começar uma caminhada que sai do país, do ambiente intervencionista, paternalista, e vai construir o ambiente de consensos em torno da sociedade de cooperação empreendedora”, destacou Alceu Moreira.

De acordo com o presidente da FPA, num mundo com tanta concorrência, é preciso vencer por ser correto e qualificado, superando os adversários. “O país que trabalha o contexto da cooperação empreendedora precisa partir dos bancos escolares com essa filosofia de vida.”

Alceu Moreira fez um pedido ao Itamaraty. “Temos uma legião de brasileiros, empresários ou não, morando em diversos países do mundo. Essas pessoas têm que ser aproximadas das embaixadas brasileiras. Reuni-las, sistematicamente, para falar da política internacional, colocá-las no contexto, pedir a cooperação para que o Brasil saia dessa grande.”

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FPA/Divulgação

Acordo Mercosul-União Europeia

Na abertura do evento, o chanceler Ernesto Araújo disse que acordo entre o Mercosul e a União Europeia criará oportunidades para o agronegócio brasileiro. “Não só imediatas, mas no longo prazo, com a atração de investimentos e a abertura de parcerias que estavam travadas anteriormente.

Araújo destacou a necessidade de intensificar as ações do governo brasileiro para promover a imagem do setor no exterior. “Precisamos ter um enfoque mais profundo, mais sofisticado, para consolidar a reputação dos alimentos brasileiros. Para isso, precisamos divulgar tanto a qualidade em si da produção quanto a questão das nossas políticas ambientais”.

Nesse contexto, afirmou o chanceler, é preciso trabalhar cada vez mais com a Embrapa para mostrar, com mapas e informações claras, a ocupação ambientalmente sustentável do território brasileiro.

A abertura de mercados, como a Malásia, com a exportação de bovinos vivos para abate, e a China, que tem ampliado a cartela de importações com novos produtos brasileiros, também foi abordada pelo ministro.

O chanceler fez questão de ressaltar o entusiasmo do Itamaraty em trabalhar com o Congresso, representado pela FPA. “É muito importante que as coisas tenham essa solidez democrática, essa legitimidade a partir da participação dos parlamentares.”

Cerca de 150 pessoas participaram do seminário, que teve três painéis: Política Comercial, Promoção Comercial e Imagem Internacional.

Os palestrantes foram o embaixador Norberto Moretti, secretário de Política Externa Comercial e Econômica do MRE; o embaixador Orlando Leite Ribeiro, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa; o contra-almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa, presidente da Apex-Brasil; a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra; a embaixadora Márcia Donner Abreu, secretária de Comunicação e Cultura do MRE; e Kepler Euclides Filho, assessor da presidência da Embrapa.

Os deputados Pedro Lupion (DEM-PR) e Aline Sleutjes (PSL-PR), membros da FPA, também participaram do evento.

Da redação, com informações da FPA

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