Governo do RS não repassa verbas a escolas estaduais agrícolas há 6 meses, diz AGPTEA

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Facebook/ETA/Viamão/Gov.RS

Da redação/AGROemDIA

Por falta de nomeação do novo coordenador de Educação Profissional da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, as 26 escolas estaduais gaúchas de ensino técnico agrícola estão desde janeiro sem repasse de recursos do governo do estado. A informação é da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (AGPTEA), que espera que a situação se resolva a partir da indicação do técnico agrícola Luis André Sasso para o cargo.

Conforme o presidente da AGPTEA, o professor Fritz Roloff, a demora na nomeação do novo superintendente de Educação Profissional do RS está causando sérias dificuldades para as 26 escolas estaduais de ensino técnico agrícola deste o início do semestre, tanto nas atividades teóricas quanto nas práticas desenvolvidas em áreas experimentais destinadas a lavouras e à pecuária.

“Além de ser insuficiente, o repasse ainda atrasa por falta de gestor. É um desrespeito”, afirma Roloff. Como mantenedor dessas unidades de ensino profissionalizante, assinala, o governo do Estado precisa repassar 0,47 por aluno para despesas diárias com refeições e manutenção de internatos. O repasse por escola, observa, varia de R$ 3 mil a R$ 10 mil por mês. “Gostaria de ter uma escola que se mantivesse apenas com esse valor.”

Segundo Roloff, as escolas estaduais gaúchas de ensino agrícola – tradicionais no RS e de reconhecido nível de excelência – têm cerca de mil alunos e em torno de 500 professores atuando especificamente nas disciplinas técnicas. Essas unidades de educação profissionalizante oferecem cursos técnicos nas áreas agrícola, agropecuária, zootecnia, floresta, agricultura e agronegócio.

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Fritz Roloff, presidente da AGPTEA – Gov.RS

De acordo com o presidente da AGPTEA, as escolas estaduais de ensino técnico agrícola do RS conseguem se manter graças à coparticipação da comunidade e dos próprios alunos, seja com a ajuda financeira das famílias, promoções de festas e rifas, além de outras atividades, e comercialização da produção agrícola e pecuária das áreas experimentais.

Mesmo assim, pontua Roloff, o repasse dos recursos do governo estadual é importante para ajudar na manutenção das escolas de ensino técnico agrícola e precisa ser regularizado com urgência.

“Nossa expectativa é que isso se solucione com a indicação de um novo coordenador de Educação Profissional da Secretaria de Educação.” Entretanto, o governo do Estado ainda não nomeou Luis André Sasso para o cargo, indicado pelo PL.

O presidente da AGTPEA lembra também que, desde o início do ano, tem buscado uma solução com o governo do gaúcho e com o Legislativo. “Tivemos reuniões na Casa Civil e na Assembleia Legislativa, mas por causa da questão política está ocorrendo esse atraso.” Para ele, as composições partidárias do governo não podem prejudicar o ensino profissionalizante: “É uma bagunça.”

 

deputado giavani cherini camara dos deputados
Deputado Giovani Cherini/Câmara dos Deputados

Valorização do ensino técnico

Recentemente, o deputado federal Giovani Cherini (PL-RS) e coordenador da Frente Parlamentar de Ensino Técnico destacou a importância da educação profissionalizante para a agricultura e a indústria:

“Precisamos valorizar o ensino técnico e ter na agricultura o mesmo que na área industrial – técnicos modernos e bem habilitados –, para que ainda no ensino médio e após a sua conclusão esses alunos possam atuar na sua profissão e posteriormente pagar a sua faculdade, pois já terão uma renda. Se queremos um Brasil desenvolvido, precisamos também investir nessa área.”

 

 

 

 

 

AGROemDIA

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