Federarroz contesta ações do governo federal para o setor

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) contesta, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (26), informações do governo federal sobre o setor arrozeiro. Em recente áudio veiculado em redes sociais, pontua a Federarroz, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destacou ações realizadas pelo Executivo federal. Entretanto, a entidade afirma que a elevação dos preços de mercado do saco de arroz de R$ 38,00 para R$ 43,00 é decorrente da forte quebra de safra no Rio Grande do Sul e da redução de área plantada nos demais estados, não sendo resultado de qualquer medida do governo, uma vez que foram colhidas 1,5 milhão de tonelada a menos na atual safra.

Conforme a Federarroz, o aumento de preços não é motivo de comemoração pelos arrozeiros, pois o produtor de segue trabalhando com imenso prejuízo, devido ao custo de produção exorbitante e influência negativa do Mercosul.

“Ressaltamos que os preços do saco de arroz seriam ainda muito menores não fossem as terríveis perdas de produção, razão pela qual a Federarroz reforça a orientação para que o produtor reduza drasticamente o plantio, sob pena de aumentar os imensos prejuízos colhidos ao longo dos últimos anos, fato que levará o país, inquestionavelmente, a perder a autossuficiência na produção de arroz”, diz o comunicado.

A Federarroz esclarece ainda que a esperada e comemorada abertura do comércio para o México se revela inócua, pois os custos das taxas de entrada do arroz no país impedem a efetivação de qualquer negócio.

O governo federal precisa adotar medidas aptas a efetivamente solucionar os problemas que estão por inviabilizar a cultura de arroz no estado” – Federarroz

“Além disso, em que pese inúmeras solicitações de adotar fiscalizações qualitativas nas fronteiras e no varejo apresentadas pelo setor, o governo federal não adotou qualquer medida com objetivo de minimizar as diferenças qualitativas da produção nacional e com o produto importado, situação que está acabando com o setor orizícola gaúcho”, enfatiza a federação.

A entidade frisa que o Executivo federal não realizou ações direcionadas capazes de amenizar os prejuízos das enchentes que assolaram o setor no início do ano, uma vez que os produtores encontraram amparo no âmbito das limitações dos agentes financeiros, em especial o Banco do Brasil.

“Por derradeiro, o governo federal precisa adotar, com coragem e liderança, medidas aptas a efetivamente solucionar os problemas que estão por inviabilizar a cultura de arroz no estado”, reforça a nota da Federarroz.

 

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