Federarroz prevê escassez de arroz no Brasil no 2º semestre

Arroz 8 7 19- Crédito Fagner Almeida Federarroz Divulgação (1)
Fagner Almeida/Federarroz/Divulgação

Os estoques de passagem de arroz no Brasil serão os menores dos últimos 20 anos, considerando o final do ano agrícola, de acordo com os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por causa da quebra expressiva de produção nacional, uma das maiores nos últimos 10 anos, segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). A entidade projeta escassez do cereal neste segundo semestre.

Conforme o diretor de Mercado da Federarroz, Marco Aurélio Tavares, outro aspecto relevante é o escoamento de safra, considerando a oferta no Rio Grande do Sul e a demanda do produto. Segundo dados, o estoque no final do ciclo deste período será mínimo.

“Os estoques do Rio Grande do Sul – levando em conta os dados oficiais de estoques iniciais, produção, uso de sementes, volume de beneficiamento e saída de arroz em casca, importações e exportações, segundo dados do Irga e do Ministério da Economia, respectivamente – serão mínimos ao final do ano safra. Essa conjuntura nos leva a apostar em imediata valorização do cereal”, diz Tavares.

O diretor da Federarroz destaca também a importante ação do Banco do Brasil para reduzir a oferta no atual momento. O banco, informa, disponibilizou o mecanismo chamado de Comercialização de Produção Própria (CPP), possibilitando a liquidação dos custeios que vencem a partir do mês julho.  Segundo a federação, a utilização do mecanismo poderá evitar a oferta de aproximadamente 350 mil toneladas ao mês ao mercado, ou o equivalente a 60% do beneficiamento de saídas do arroz em casca do Rio Grande do Sul.

A Federarroz ressalta ainda que o cenário atual é similar ao da safra 2015/2016, quando a saca de arroz atingiu R$ 55 ao longo do segundo semestre.

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