Aprosoja quer apoio do governo contra Cargill e moratória da soja no Cerrado

A Aprosoja quer que o governo federal se manifeste contra a moratória da soja na região do Cerrado conhecida como Matopiba, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O pedido foi feito nesta terça-feira (30) por sojicultores durante audiência na Casa Civil da Presidência da República, quando eles também entregam cópia da Carta de Palmas, por meio da qual condenam a moratória da soja no Cerrado e apontam a sustentabilidade do cultivo da oleaginosa no Matopiba.
O pedido dos sojicultores é uma reação ao que consideram como “ofensiva recente de ONGs e membros da cadeia europeia importadora de soja, consolidada na Declaração de Roterdã, bem como declaração da empresa Cargill, que investirá US$ 30 milhões para evitar o desmatamento do bioma Cerrado na região do Matopiba”.
Na Carta de Palmas, os produtores informam que o Cerrado do Matopiba “está 72% preservado, sendo que a agricultura ocupa apenas 5% de sua área, e a soja abrange 3% da área originalmente ocupada pelo bioma na região”.
“Portanto, a área de soja no Cerrado do Matopiba pode dobrar sem ameaçar a preservação do bioma, ao contrário do que vociferam europeus e suas ONGs”, ressaltam, na Carta de Palmas.
Segundo nota divulgada pela Aprosoja Brasil, o grupo de produtores de soja foi recebido pelo assessor especial da Casa Civil Abelardo Lupion. Os agricultores também levaram o assunto ao conhecimento do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que participava de agenda no Palácio do Planalto.
Participaram da audiência o presidente da Aprosoja Tocantins, Maurício Buffon, da Aprosoja Goiás, Adriano Barzotto, e os diretores executivos da Aprosoja MT, Wellington Andrade, e da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa.

