Com Plano AgroNordeste, governo quer reduzir diferenças regionais no agro

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Tereza Cristina, ao lado de Bolsonaro: Plano criará nova realizada na área rual do Nordeste – Foto: Alan Santos/PR

“O Nordeste vai produzir cada vez mais e melhor, com tecnologia e apoio para o pequeno [produtor], que precisa de políticas públicas e elas virão”, disse a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, nessa terça-feira 1º, no Palácio do Planalto, durante o lançamento do AgroNordeste, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. O plano que busca reduzir as diferenças regionais na agropecuária brasileira.

Segundo ela, o AgroNordeste não é um programa apenas do Ministério da Agricultura, mas de todo governo Bolsonaro, que pediu especial atenção à região. “A agricultura tem tempo para acontecer, tem o dia de plantar, o dia de chover e o dia de colher. Hoje, estamos plantando esse projeto, que tenho certeza será exitoso, porque fará com que o produtor do Nordeste recebe na veia, e não através de projetos onde os recursos a ele destinados ficavam no meio do caminho.”

O assessor especial do Mapa e diretor-geral do AgroNordeste, Danilo Forte, ressaltou a necessidade de buscar eficiência na aplicação dos recursos públicos. Com o programa, assinalou, será possível adequar as cadeias produtivas à nova realidade tecnológica. “Buscamos uma estratégia positiva de desenvolvimento dessas ações para que possamos não só cuidar da porteira para dentro, mas ter espaço para sustentabilidade dos projetos.”

“Temos confiança de que somos capazes de transformar o Nordeste pelo trabalho e pela dignidade. O nordestino não quer esmola, quer oportunidade”, acrescentou.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, enfatizou que com o plano o Nordeste terá uma “política e um tratamento diferenciados” voltado para o desenvolvimento, o que não ocorreu nos últimos anos. A confederação é uma das parceiras na execução do plano.

O termo de compromisso de participação no AgroNordeste foi assinado pela ministra Tereza Cristina e pelos presidentes do Banco do Nordeste, Romildo Rolim; da CNA, João Martins; do Sebrae, Carlos Melles; da Organização das Cooperativas  Brasileiras, Márcio Lopes de Freitas; da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa; e do Banco do Brasil, Rubem Novaes.

Plano

O programa será implantado no biênio 2019/2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

O AgroNordeste é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região.

Conforme o governo, o programa foi elaborado a partir do estudo das cadeias produtivas que têm relevância socioeconômica e potencial de crescimento na região, identificando os entraves para o seu desenvolvimento e as soluções possíveis.

Os territórios foram definidos com base nessas cadeias produtivas e no nível de vulnerabilidade da área. Até 2021, o programa deverá chegar a 30 territórios.

Da redação, com o Mapa

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