Programa Mapa do Leite aumenta produção e renda nas propriedades rurais

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Foto: Senar/MT

Um total de 3.300 produtores de leite de cinco estados foram beneficiados pelo Programa Mapa Leite, resultado de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os 120 pecuaristas leiteiros de Mato Grosso que participaram da iniciativa obtiveram aumento de 20% na produção e 25% na geração de renda.

O objetivo do programa foi promover a melhoraria da qualidade do leite por meio da implantação de ações sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico.

Durante 20 meses, os produtores de leite de Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul receberam gratuitamente Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, além de capacitação para produção, transporte e beneficiamento de leite seguro e de qualidade.

Em Minas Gerais, as ações do projeto continuam com previsão de encerramento em 2020.

Dados do Sistema de Assistência Técnica e Gerencial (SISATeG) apontam que os produtores de leite participantes aumentaram a produtividade e melhoraram os indicadores de qualidade do produto. Foi registrado aumento de 15% na produção de leite mensal.

Mato Grosso e Goiás

Em novembro, as administrações regionais de Mato Grosso e Goiás divulgaram os indicadores que ampliaram a qualidade do leite nesses estados.

Em Goiás, 500 produtores de leite aumentaram a produção de leite em 20% após participarem do Mapa Leite.

A coordenadora nacional do Mapa Leite no Senar, Luana Frossard, avalia que os resultados apontam a melhoria na renda dos produtores. “A cada real investido pelo programa Mapa Leite retornou ao produtor de leite outros de R$ 7 de valor bruto de produção.”

Por meio dos conhecimentos adquiridos com o Mapa Leite, o produtor rural Nivaldo Guilherme dos Santos, de Mato Grosso, conseguiu triplicar o seu rebanho. Ele saltou de 120 para 360 novilhas.

“O auxílio do técnico ajudou a melhorar a nossa renda. O Senar só me trouxe sucesso. A produção de leite também aumentou de 140 litros para 390 litros por dia”, diz Nivaldo.

Em Mato Grosso, o Senar Tec – Mapa Leite foi encerrado no último dia 4 de novembro, com um workshop onde foram apresentados os destaques de 2019. Rosimar Aparecida Aquino e Edgar Garcia de Matos, do Sitio Aquino, foram um dos destaques.

A fazenda Madalena, de Zhivago Antônio Aguiar, e o sítio Cuiabá, de Djalma de Freitas, também se destacaram neste ano.

Rosimar e Edgar não esperavam a conquista. “Trabalhamos muito, mas só tivemos noção do que fizemos quando fomos agraciados com este prêmio. Para nós, é um prêmio muito importante. Foi uma conquista inesperada”, enfatiza Edgar.

Os dois trabalham “ombro a ombro” na propriedade. Rosimar destaca que muita coisa mudou nos últimos três anos, desde que passaram a fazer parte do programa Senar Tec – Mapa Leite.

Eles mantêm o mesmo número de animais desde que entraram no projeto, mas a média de leite/vaca/dia aumentou de quatro para oito litros. “Aumentamos a rentabilidade e a produtividade. Aprendemos a fazer o volumoso de forma correta e ainda melhoramos a qualidade dos nossos animais”, ressalta Edgar.

Despesas e lucratividade

No sítio Aquino são feitas duas ordenhas ao dia. Edgar brinca que a do período da tarde é para pagar as despesas e a da manhã é a lucratividade. Ele garante ainda que aprendeu muito ao longo dos três anos.

“E me sinto preparado para ajudar meus vizinhos a prosperarem assim como eu”, assinala. O sonho do casal é produzir cerca de 300 litros por dia, mas ainda falta fazer o planejamento. Eles também não sabem ao certo quanto tempo levarão para atingir esta meta.

Outro caso de sucesso de Mato Grosso é o dos irmãos Ildo, Ilton e Nilton Vicente Souza.  Eles contam que, depois de integrados no Senar Tec – Mapa Leite, passaram a ter uma visão mais ampla do negócio. “Passamos a ver que a dificuldade de um é a de todos. Entendemos que quando é para fazer um serviço maior temos que nos unir e trabalhar juntos”, pontua Ildo.

Além desta união que fortaleceu não só a relação dos irmãos, mas de toda a comunidade de Cerro Azul, em Pontes e Lacerda, o conhecimento, a troca de informação e a capacitação se tornaram elementos importantes no dia a dia dos produtores de leite que vivem na região.

“Dias de Campo e treinamentos são primordiais para melhorarmos a qualidade do nosso produto e também a nossa renda”, acrescenta Ilton. Ele assegura que capacitação de mão de obra é primordial em qualquer cadeia produtiva. “Mas na do leite é ainda mais importante porque nosso lucro é muito pequeno”.

Do Senar MT

AGROemDIA

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