“A questão não é a alta dos preços da carne. É o povo, que está ganhando pouco”

Alceu Moreira fpa 28 11 19
Deputado Alceu Moreira, presidente da FPA – Foto: FPA/Divulgação

“A questão não é a alta dos preços [da carne bovina]. É o nosso povo, que está ganhando pouco”, afirmou, nesta semana, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), ao avaliar o momento de cotações elevadas na pecuária corte brasileira. No acumulado de novembro, o setor registrou cotações recordes: a arroba do boi gordo teve valorização de 35,3%, e a carcaça casada, de 37,3%, segundo dados do Indicador ESALQ/B3 do Cepea/USP.

“Nós precisamos gerar empregos e renda para dar mais condições aos produtores de dobrar a capacidade do rebanho bovino no mesmo espaço. Com isso, vamos ter carne e certamente conseguiremos regular o setor. Hoje, temos mais de 200 milhões de cabeças no Brasil aptos a abastecer o mercado interno e também a demanda mundial”, acrescentou o parlamentar gaúcho.

Segundo Alceu Moreira, o principal motivo da alta recorde das cotações do boi gordo e da carne é o fato de os preços terem ficado estáveis por muito tempo. A cadeia produtiva pecuária, assinalou ele, nessa terça-feira 26, estava sem aumento há mais de 10 anos.

A exemplo da ministra Tereza Cristina (Agricultura), o deputado também não descartou a possibilidade de o Brasil importar proteína animal para equilibrar o mercado interno, embora seja um grande exportador. “O campo é livre, você vende e compra. Esse momento é de ajuste da carne brasileira.”

Peste suína africana

O presidente da FPA Moreira ressaltou ainda que quando a arroba do boi gordo estava “lá embaixo, ninguém se preocupou”. Agora, pontuou, o ajuste do preço está trazendo ganhos ao produtor e dando a possibilidade de uma recuperação.

Entre os motivos de aumento no preço da carne, há fatores relacionados ao mercado externo e interno. Entre eles, o período de entressafra da pecuária, o abate acentuado de matrizes nos últimos anos e o aumento das exportações para a China, atingida no final de 2018 pela peste suína africana (PSA), que praticamente dizimou os plantéis de suinocultura do país asiático.

 

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