Peste suína africana, uma ameaça de US$ 5 bilhões à economia brasileira

suinos lucas cardoso embrapa 23 01 2020
Cepea alerta para a necessidade de manter a sanidade dos rebanhos de suínos do Brasil – Foto: Lucas Cardoso/Embrapa

A peste suína africana (PSA) – enfermidade que vem atacando rebanhos suínos principalmente na Ásia desde agosto de 2018, onde já provocou o sacrifício de quase 7 milhões de animais – traz  desafios e as oportunidades à gestão sanitária global, enfatiza a  equipe de Política Agropecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Por isso, alerta, é fundamental que o Brasil tome todas as precauções necessárias para evitar a entrada da doença em seu território, preservando a sanidade dos rebanhos e mantendo geração de emprego e renda na suinocultura   

“Controlar a doença tem sido uma tarefa árdua, mas, por enquanto, a América é o único continente ainda sem registros da PSA. O Brasil é quarto maior exportador de carne suína do mundo. Uma eventual entrada da PSA no país poderia acarretar prejuízos acima de US$ 5 bilhões. Nesse sentido, é de extrema importância que a cadeia nacional esteja atenta e preparada para prevenir a entrada do vírus no país”, diz, em nota, a equipe de Política Agropecuária do Cepea.

Para os pesquisadores do Cepea, trabalhar a cultura das notificações entre os produtores rurais brasileiros é desafiador, mas muito necessário. “Além disso, seria preciso discutir um formato de composição e funcionamento de um fundo ou de um sistema de financiamento da vigilância. Imprescindível também seria a criação de um sistema de indenização, público-privado, para dar suportes técnico e financeiro para os produtores em possível situação de crise.”

Adicionalmente, de acordo com os pesquisadores, é importante a modernização do sistema de vigilância ativa, incorporando cada vez mais o instrumento de análises de risco na tomada de decisão e as novas tecnologias disponíveis para monitoramento, integração de bases de dados, entre outras facilidades disponíveis, que permitem reduzir o custo dos serviços e aumentar a eficiência.

Segundo pesquisadores do Cepea, o Brasil tem muito a perder com as doenças que acometem rebanhos, perdas que vão além da produção e das transações comerciais, que causam impactos socioeconômicos importantes e que podem ter efeitos de longo prazo na imagem do país. “Imagem esta que ainda precisa ser comunicada de forma mais fidedigna e confiável, informando os consumidores dos países importadores sobre a qualidade, inocuidade e confiabilidade dos produtos agroindustriais brasileiros, particularmente, em termos sanitários.”

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