Deputado Santini pede à Funasa prioridade aos projetos de poços artesianos no RS

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Santini (1º à esq) quer agilidade nas ações de apoio do governo federal ao RS – Foto: Divulgação

O deputado federal Ronaldo Santini (PTB-RS) quer que a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) priorize as ações voltadas à ampliação do fornecimento de água no Rio Grande do Sul, a fim de fazer frente à estiagem que afeta o estado desde o fim do ano passado. Para tanto, pediu à Funasa, nesta quarta-feira 11, em Brasília, que crie uma força-tarefa para agilizar a análise dos projetos de rede de água e de poços artesianos no estado.

O pedido foi apresentado durante reunião, com a participação de vários parlamentares do Rio Grande do Sul, articulada por Ronaldo Santini. O deputado gaúcho entende que é preciso tornar o processo de exame dos projetos mais ágeis para evitar que as populações urbanas e rurais sofram ainda mais com a falta de água tanto para consumo humano como para o dos animais.

Além disso, enfatizou Santini ao AGROemDIA, os produtores rurais precisam poder contar com água para evitar perdas ainda maiores na atividade agrícola. Nesta quarta-feira, em nova atualização de dados, a Emater/RS-Ascar informou que a quebra da safra de soja no estado é estimada em 32,3% e a de milho, em 26,3%.

Construindo Leite Brasil

Santini acrescentou que a falta de água também prejudica a produção leiteira gaúcha. “A reunião na Funasa foi provocada pelos apelos feitos por lideranças do Movimento Leite Brasil, como o Rafael Hermann e o Joel Dalcin”, disse Santini.

Na semana passada, o governador Eduardo Leite anunciou que o estado intensificaria a abertura de microaçudes e a entrega de kits de irrigação.

Agora à noite, o deputado do PTB, a bancada gaúcha e o secretário de Agricultura do RS, Coavatti Filho, participam de reunião com a ministra Tereza Cristina (Agricultura) para pedir apoio à agropecuária gaúcha para enfrentar a crise causada pela estiagem.

Entre as medidas reivindicadas, está a renegociação dos créditos de custeio e comercialização contraídos até a safra 2019/20, que estejam vencidos ou sejam vincendos neste exercício.

Os produtores rurais gaúchos também defendem a criação de linha de crédito emergencial para agricultores familiares com teto de até R$ 30 mil, prazo para pagamento de 10 anos e taxa de juros de 3% a.a. para recuperação e manutenção das atividades produtivas da propriedade.

A pauta que os parlamentares do RS levaram para a ministra contém outros seis itens. O documento foi elaborado pela Farsul, Fetag, Fecoagro-RS, Expodireto-Cotrijal, Aprosoja-RS, Federarroz, Febrac, Sindag, Agapomi, Acergs e Abraleite.

 

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