Aprosoja Brasil apoia pesquisa sobre combate à ferrugem asiática em MT

Foto: Leila Costamilan/Embrapa

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) apoia as pesquisas científicas voltadas a investigar a melhor estratégia de combate à ferrugem asiática – doença que ataca as plantações da oleaginosa –, como as que estão sendo realizadas em MT, por iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Em nota divulgada nesta sexta-feira 17, a Aprosoja Brasil diz que o cerceamento da pesquisa e experimentação prejudica o avanço do setor e a evolução da cadeiava.

Abaixo, a íntegra da nota da Aprosoja Brasil:  

“A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), legítima representante dos sojicultores brasileiros, vem por meio desta manifestar apoio à realização de pesquisas científicas que lancem luz e auxiliem na determinação da melhor forma de enfrentamento da ferrugem asiática no Brasil. Não se pode utilizar de radicalismos para tratar do assunto, e o cerceamento da pesquisa e experimentação prejudica o avanço do setor e a evolução da cadeia.

Há quase 40 anos, um produtor alemão radicado no Brasil, Herbert Bartz, iniciava de forma experimental o plantio direto. Na época, ficou conhecido como o Alemão Louco, conforme relata em sua biografia “O Brasil possível: a biografia de Herbert Bartz”. Afinal, Bartz buscava uma forma diferente dos costumes e práticas agrícolas adotadas na época.

Passados alguns anos, essa prática que foi desenvolvida por um “louco” se tornou o diferencial da agricultura brasileira e deu ao Brasil, juntamente com outras técnicas, a marca da sustentabilidade e saltos de produtividade não acompanhada por outros países.

A ferrugem asiática é uma doença complexa e que exige estudos anuais voltados ao melhor manejo e diminuição do uso de fungicidas no país. A Aprosoja MT contratou estudo nessa direção, buscando uma janela alternativa para a semeadura de soja, iniciando os plantios em setembro, conforme definido pela legislação nacional, porém interrompendo a semeadura antes de dezembro e retornando no mês de fevereiro. Essa iniciativa tem sido considerada inadequada e despropositada.

Contudo, a referida pesquisa pode trazer resultados importantes sobre o comportamento do fungo e a viabilidade de controle de ferrugem com manejo por meio de aplicação mínima de fungicidas, o que tem sido a prática da pesquisa. Os resultados, inclusive, trarão informações relevantes para a revisão do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática, em andamento pelo Mapa.

Por isso, proibir a iniciativa sem mesmo obter, analisar e entender os resultados para nós, produtores de soja, configura um cerceamento ao conhecimento e à ciência e prejudica o futuro da agricultura brasileira. Acreditamos que o poder público, por meio do Judiciário e do Executivo, não permitirá que esse cerceamento se confirme.

Associação Brasileira dos Produtores de Soja”

 

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